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segunda-feira, 14 de março de 2011

Terremoto e tsunami provocam devastação, mortes e riscos de radiação nuclear

O instante em que ondas gigantes do tsunami atingiam residencias em Natori

Fonte: Associated Press

O terremoto mais forte já registrado na história do Japão, 9 de magnitude, o quinto mais forte do mundo no último século, ganhou o nome de Tohoku Jishin, ou Terremoto do Nordeste.

Para completar a tragédia o tremor foi seguido por um tsunami com ondas de até 13 metros. Mais de 1.800 pessoas podem ter morrido. Há uma grave preocupação com a situação da usina nuclear de Fukushima, cujo sistema de refrigeração foi danificado pelo terremoto. 

Houve vazamento de radiação após uma explosão ter arrebentado o telhado da instalação e há temores de que ocorra um desastroso derretimento da usina. Estão evacuando uma área de 10 km ao redor do reator.

O amanhecer do sábado revelou toda a extensão dos danos causados pela violência do tremor e pelo tsunami com ondas que varreram vilarejos e cidades.

O tremor atingiu uma das regiões mais pobres do país, formada por seis províncias: Aomori, Akita, Iwate, Fukushima, Yamagata e Miyagi, cuja capital é Sendai, o local mais próximo do epicentro do tremor.

A região abriga uma população de pouco mais de 9,4 milhões de habitantes e sua economia é baseada na agricultura.

Conhecida popularmente como "celeiro do Japão", é de lá que sai boa parte da comida que é consumida pelos japoneses. Arroz, legumes, frutas e pescados são os principais produtos locais.

Em uma das áreas residenciais mais atingidas, era possível escutar pessoas soterradas sob os escombros, pedindo socorro e perguntando quando seriam resgatadas.

O alcance exato dos danos ainda é desconhecido. Balanços iniciais indicam que mais de 5 milhões de casas estão sem energia elétrica e ao menos 1.800 foram destruídas somente na região de Fukushima.

Estima-se que 90% das casas na costa japonesa foram destruídas. Mais de 300 mil pessoas já foram evacuadas de suas casas. O número de prédios destruídos completa ou parcialmente subiu para 3.400.

Quatro trens na área costeira entre as regiões de Miyagi e Iwate permaneciam desaparecidos, informaram as ferrovias japonesas. Não se sabe quantos passageiros estavam nos vagões.

A cidade de Kesennuma, com 74 mil habitantes, sofreu fortes incêndios e um terço da sua área está submersa. Em Sendai, cidade com 1 milhão de habitantes, o aeroporto está em chamas depois de ser inundado pelo tsunami.

Na sexta-feira, imagens de TV mostraram uma veloz torrente de água barrenta arrastando carros e destruindo casas nos arredores de Sendai, 300 quilômetros a nordeste de Tóquio. No cais, navios foram arremessados para a terra e ficaram virados de lado.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Na região serrana fluminense, Dilma coloca o pé na lama à procura de culpados


Se tivéssemos governantes probos e previdentes não estaríamos hoje chocados e chorosos diante da TV. Acho, inclusive, que essa tragédia no Rio deveria fazer-nos refletir sobre nossas escolhas. Mas é tudo uma questão de educação... é tudo uma questão de tempo.

O governo da presidenta Dilma não pode ser responsabilizado pelos, até agora, mais de 500 óbitos. Mas confesso que esperava dela algo que fosse além do simples recrutamento de culpados para justificar essa história terrível.

No discurso de posse, nossa presidenta disse estender as mãos aos seus opositores, mas continua a reproduzir - ainda que de modo sutil - seu viés reacionário dos áureos tempos de boneca de ventrículo de seu padrinho Lula.

Esperava ela dizer, do alto da liturgia do cargo, que a catástrofe na região serrana fluminense era um problema de todos, e não apenas dos que se mantiveram em uma trincheira ideologicamente oposta.

Como é difícil a conclusão de que o sofrimento causado pelas chuvas é consequência, em grande parte, da ineficácia do poder público - com suas vaidades e falcatruas. Hoje foi no Rio, ontem foi no Morro do Bumba, anteotem nos municípios pernambucanos de Barreiros e Palmares.

Ninguém é punido. A autoridade pública de plantão - consternada, como de praxe - repete uma lamúria que, assim como os problemas, é da época do Império. E se indigna. Se enfurece. Dá chilique. São tão verossímeis que a gente acaba acreditando.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sosígenes Bittencourt e sua Revista Fragmentos: humor inteligente (Vive la bière!)

Quero recomendar, aos leitores deste espaço, a leitura da Revista Fragmentos. Há algum tempo sem acessar o blog do jogador-de-conversa-fora Sosígenes Bittencourt, desfrutei a pouco - e compartilho - dos textos risíveis desse amigo poeta. Pincei duas postagens, que seguem:

 
Bruno versus Eliza

Bruno é um gato saltando sobre uma bola, mas um leão sobre sua presa.
Eliza era uma graça erótica, mas uma peregrina da desgraça.
Bruno ganhava 200 mil reais para pegar bola, e Eliza, 200 reais para dar bola.
Bruno deve ser rubro-negro, Eliza ficou rubra e negra.
Bruno e Eliza só eram iguais na auri sacra fames (sede amaldiçoada pelo ouro).
Bruno engravidou Eliza e Eliza engravidou de Bruno, para a gravidade de ambos.
Bruno era sedento por carne humana, Eliza foi sua carniça.
Bruno não cria na Justiça, esqueceu a mídia.
Bruno era livre como o Maracanã, anda numa cela.
Bruno seria sádico, Eliza, masoquista, diria a Psicologia.
Bruno fez-se assassino, Eliza prestou-se ao crime, diria a Vitimologia.
Bruno ganhava dinheiro que não cabia no seu cérebro, Eliza não tinha cabeça.
Bruno sonha com Eliza, Eliza é um sonho.
Neném triturou Eliza, enfant terrible.
Nesse momento, há Elizas dormindo com os seus Brunos assassinos.

The End
...

Dificuldade da Compesa



A Compesa avisa que não vai cobrar conta d'água das populações atingidas pelas enchentes.

Como cobrar conta d'água de usuário cuja casa foi na enxurrada com a pia?
Como conferir consumo d'água, se o hidrômetro encontra-se desaparecido?
Como receber conta d'água de ex-usuário, afogado no dilúvio de lama do rio?
Como tirar conta d'água em endereços submersos e ruas que mudaram de rumo?
Como tirar consumo, se tudo sumiu?


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nesta quinta, Lula e Eduardo sobrevoaram as áreas atingidas pelas enchentes no estado

Foto: Ricardo Stuckert

Conforme foi veiculado na grande imprensa, leai-se: G1, JC, DP e Portal Terra, as fortes chuvas que atingiram Pernambuco desde o dia 16 superaram o volume esperado para todo o mês de junho na região. Em Recife, choveu 456,7 mm até a manhã desta quarta-feira (23), enquanto eram esperados 388,9 mm em todo o mês.

Foi constatado que as fortes precipitações pluviométricas nas cabeceiras dos rios Paraíba (AL), Camaragibe (AL), Una (PE), Sirinhaém (PE) e Mundaú (AL e PE) levaram ao transbordamento e provocaram grande destruição em inúmeras cidades e povoados localizados às margens desses rios, inclusive nos bairros de Jardim Ipiranga, Amparo e Mário Bezerra - em Vitória de Santo Antão.

As chuvas também deixaram mais de 17 mil desabrigados (pessoas que perderam suas casas) e desalojaram (forçaram a deixar suas casas) mais de 24 mil pessoas no Estado, que teve 54 municípios afetados, sendo que 30 deles estão em situação de emergência e outros nove em estado de calamidade pública.

Segundo anunciou o governo de Pernambuco, mais de 266 toneladas de donativos foram distribuídas nas cidades atingidas, entre elas, 191 toneladas de alimentos e outras 60 de água. Também foram distribuídos colchões, cobertores, roupas e remédios. Alguns desabrigados estão sem água, energia elétrica e serviços médicos, por dificuldades de acessos.

A despeito dessa catástrofe, tudo irá se resolver. O governo federal subsidiará ações que solucionem os problemas. "Temos obrigação política, humana e moral de ajudar a reconstruir o que foi destruído". Palavra de Lula a Eduardo.


Entenda melhor a diferença entre situação de emergência e estado de calamidade pública:

Situação de Emergência

Quem decreta - Órgãos de monitoramento meteorológico e da defesa civil;
Em que casos - Desastres de grande porte;
Duração - Indeterminada;
Temporais de arrasar costumam caracterizar a adoção do estado de emergência. Outros desastres que podem levar a essa medida são incêndios em áreas extensas e o rompimento de barragens, por exemplo. Decretado o estado de emergência, o município ou estado atingido pode pedir recursos ao governo federal para reparar os estragos.

Estado de Calamidade Pública

Quem decreta - Prefeituras, estados e o governo federal;
Em que casos - Desastres grandes e com muitas vítimas;
Duração - No máximo 180 dias;
Ocorre quando há chuvas e alagamentos fora de controle, associados a desastres como deslizamentos de terra, e muitas mortes. Um exemplo foi o furacão Catarina, que, em 2004, colocou várias cidades no sul do Brasil em estado de calamidade pública. Os governos podem fazer compras sem licitação.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Calamidade e Caos


17 e 18 de junho foram dias difíceis. Colegas foram obrigados a sair de suas casas, temendo a forte correnteza da água que - particularmente aqui em Vitória de Santo Antão - destruiu muita coisa. Mas, aos poucos, a situação se encaminha a uma normalidade que, de fato, ainda custa voltar. Enquanto isso, sentimos - desolados - que o caos agora mora nos municípios vizinhos de Barreiros e Palmares, assim como em cidades pobres das Alagoas.

Este vídeo retrata bem a situação de penúria. A trilha sonora talvez não seja a mais original. O repertório poderia ser igualmente nordestino. Entretanto, lamentavelmente, as árvores que caem, a água suja que contamina, o lamaçal nas calçadas, moradias que ainda hoje ruem... são uma verdade que, por ser verdade, por si só não se basta. E nesse instante, a população atingida pelas últimas chuvas espera ajuda.

E se as imagens o sensibilizaram, saiba que o Corpo de Bombeiros oferece duas contas para doações em dinheiro: Banco do Brasil, conta corrente 5241-8, agência 3557-2, e na Caixa Econômica Federal, agência 2735, operação 006, conta 955-6. As doações de água potável e alimentos não-perecíveis podem ser feitas nos quartéis do Corpo de Bombeiros.

Há, também, outros postos que recebem doações as vítimas das chuvas em Pernambuco:

Recife:
- Instituto de Assistência Social e Cidadania do Recife (Iasc), localizado na Rua Imperial, 202, no bairro de São José.
- Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS-PE) na Rua Amaro Bezerra nº 489 - Derby - Recife.
- Posto de arrecadação instalado pela Polícia Militar na Quadra Poliesportiva do Quartel do Comando Geral, no Derby.
- Instituto Federal de Pernambuco - Av. Prof Luiz Freire, 500 Cidade Universitária.
- Sede da Guarda Municipal, na rua dos Palmares, 550, em Santo Amaro.
- CTTU, na rua Frei Cassimiro, 91, em Santo Amaro.
- Posto de Permanência da Guarda Municipal, no Terminal Marítimo.

Interior:
- Gravatá - Secretaria de Ação Social, na Rua Francisco Bezerra de Carvalho, no centro.
- Barreiros - Posto da Polícia Rodoviária Federal na entrada da cidade. Doações em dinheiro podem ser depositadas no Banco do Brasil / Agência 0710-2 / Conta corrente 6070-4
- Caruaru - Sindicato dos Lojistas do Comércio de Caruaru (Sindloja), na Rua Leão Dourado, nº 51-A, no Bairro São Francisco.
- Barra de Guabiraba: A prefeitura manda buscar os donativos. Colchões, lençóis e alimentos são as maiores necessidades. Basta ligar para 8848.1144 / 9144.6052 / 9144.6053 / 3758.1145 e agendar a coleta.
- Palmares - A Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACS-PE) instalou um posto de arrecadação de doações na sede da entidade, na Rua Amaro Bezerra nº 489 - Derby - Recife. Contato: (81) 3423.0604 ou 3423.9907

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A natureza grita, se debate, pede socorro


O jornal The New York Times, ao publicar as impressionantes fotos, de Charlie Riedel, da Associated Press, mostra a agonia de pelicanos na praia de East Grand Terre, ilha ao longo da costa da Louisiana. Estas são as verdadeiras faces das vítimas do vazamento de petróleo no Golfo do México.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A minha alma está em luto

Mulher ferida e suja no terremoto / Foto: AP

O que ocorreu no Haiti deixou-me estarrecido. Lamento, profundamente. Em breve publicarei aqui um texto em homenagem às vítimas. Por enquanto, estou em luto.