domingo, 22 de dezembro de 2013

O corpo como trunfo para a conquista do homem amado, em O MEU AMOR


A primeira imagem que me vem à cabeça é da Ópera do Malandro: Marieta Severo (Teresinha) contracenando com Elba Ramalho (Lúcia) , disputando entre si, o amor do personagem vivido por Otávio Augusto (Max).

Pois é.

A história retratada por essa letra mostra duas mulheres procurando publicizar qual delas seria a mais capaz de corresponder os caprichos do 'amado', utilizando-se de um único instrumento – o próprio corpo.

Este é o desafio lançado. Duas mulheres 'presas' à satisfação corporal/sexual proporcionada por este homem que pode se dar ao luxo de optar.

Luxúria acesa! O corpo como moeda de barganha. A mulher como objeto! Curtam MORGANNA BERNARDO e IAGO FIDELES nessa atuação primorosa.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO repercute ações do SARAU DE CHICO na cidade de BEZERROS


DIÁRIO DE PERNAMBUCO - Recife, domingo, 22 de dezembro de 2013.
Caderno: Vida Urbana. Página nº 07.

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sábado, 21 de dezembro de 2013

Estudantes abordam o 'feminino' através das canções de Chico Buarque de Hollanda


A música TERESINHA, de CHICO BUARQUE DE HOLLANDA fala dos três 'estágios' do desenvolvimento amoroso feminino. O primeiro seria o príncipe encantado - vivido, geralmente, na adolescência. O segundo - o cafajeste, aquela experiência a que todas as mulheres, em algum momento passam, e se submetem na vida. O terceiro seria a aceitação, sem fantasias, de um companheiro real, de carne e osso... e alma!

LETTÍCIA KAROLINE vê-se cercada e diante de tal dilema. LUIZ IRMISSON, FLÁVIO CAMPOS e MIQUÉIAS RAMOS concorrem para o amor de TERESINHA.

IARA LIMA interage com o público nesta performance digna de aplauso. PARABÉNS!

A história de Lily Braun, para 'chocar' e nos fazer refletir sobre o SEXISMO


LILY BRAUN, batizada com o nome Amalie von Kretschman, foi uma escritora feminista alemã. Filha do general Hans von Kretschmann, da Prússia e neta da Baronesa Jenny von Sustedt que era uma filha ilegítima do rei de Vestefália Jerónimo Bonaparte, irmão de NAPOLEÃO BONAPARTE.

Ainda cedo LILY BRAUN se casou com o professor de filosofia Georg von Gizycki, ao qual se uniram num movimento ético, que buscava estabelecer um sistema de moralidade que substituiria a influencia das religiões tradicionais. 

LILY casou-se novamente em 1896 com Heinrich BRAUN, após a morte do marido. Braun era um político social-democrata e um publicitário.

Ainda Jovem LILY filiou-se ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e tornou-se uma das líderes do movimento feminista alemão. Ela foi fortemente influenciada por FRIEDRICH NIETZSCHE e queria que o SPD se focasse no desenvolvimento da personalidade e da individualidade em vez da igualdade. Para ela, as mulheres deveriam ter a sua própria personalidade e não ser apenas consideradas como (futuras) mães e esposas. Ela lutava por liberdade econômica para as mulheres e a abolição do casamento legal.

CHICO BUARQUE, perspicaz como só ele, construiu um enredo em A HISTÓRIA DE LILY BRAUN que, para quem não conhece a história - de fato - da moça, perca-se nas sinuosidades semânticas dessa poesia e tenha alguma dificuldade de encontrar coerência entre a canção e a biografia da ativista.

CHICO, na verdade, mostra como consegue entender bem o gênero feminino. Descrevendo dramas, anseios e a trepidez por que passam as mulheres em nossa cultura. Em A HISTÓRIA DE LILY BRAUN ele trata, de modo singular, o 'AMOR QUIMÉRICO' contado em romances, nas telas de cinema e nas historietas bem contadas, como é bem essa coisa de 'promessa de amor' para elas. Aquela mesma que tem seu começo, meio e fim. Com um começo brilhante e cheio de expectativas, um meio repleto de trivialidades e um fim como o não contado: aquele em que se acaba o encanto e todos vão viver suas vidas prosaicas.

Não desanima, mostra uma realidade de uma promessa de amor mais presente na arte do que na vida real. Linda a letra, com todo o encanto de mostrar a vida como ela é, bem ao gosto e medida desse mítico poeta da canção brasileira.

MIQUÉIAS RAMOS e SINTHIA PONTES personificaram bem o que entenderam nos momentos de leitura. Extraordinária performance de ambos, completada com a interpretação de MORGANNA BERNARDO.

Sou suspeito!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mirem-se no exemplo daquelas "Mulheres de Atenas, SARAU DE CHICO"


Entusiasma o potencial de Sandy Souza, a disciplina de Marília Rebeca e o potencial vocal de Morganna Bernardo e Iara Lima. O que dizer dos nossos arranjadores - neste 'concerto'?! Iago Fideles - no teclado, Anderson Christian - no violino e Jonathan Soares - no saxofone cumprem o propósito de Chico Buarque e Augusto Boal. Nada mais a dizer. Deleitar-se, apenas!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Folhetim, SARAU DE CHICO



FOLHETIM fala do mercantilismo do corpo. A volúpia poética de Chico Buarque aflora nesta canção. A estudante Fernanda Nascimento interpreta, a dança de Alan Deivid, Morgana Luiza, Verônica Monteiro e Rennan Regys evoca o erotismo típico dos cabarés. As performances de Jhennefer Kavillyn, Elisane Morais, Eduardo Eraldo e Paulo Jefferson dão a dramaticidade de que o espetáculo precisa.

Mil perdões, SARAU DE CHICO


Iara Lima interpreta com brilhantismo a canção 'MIL PERDÕES', do poeta CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, que ganha mais leveza ainda através da performance de Bianca Vasconcelos, contracenando com o seu namorado, o tecladista Iago Fideles.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Olhos nos olhos, SARAU DE CHICO

 
Na voz da estudante Iara Lima, a canção 'OLHOS NOS OLHOS', do poeta CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, ganha roupagem através da dança contemporânea de Geyssiele Torres e Jonatas Luan.
 
A jornalista Margarida Azevedo, em sua coluna (Educ@ção, do JORNAL DO COMMERCIO, edição de 18 de dezembro), publicou nota sobre a apresentação do SARAU DE CHICO, no CEMAIC (Santo Antônio, Bezerros), na tarde de hoje.
 
OLHOS NOS OLHOS é uma das canções a serem executadas.

Pedro pedreiro, SARAU DE CHICO



O SARAU DE CHICO constitue-se como a primeira ação do NEGRa - Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da EREM Bezerros. A canção 'PEDRO PEDREIRO', do poeta CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, e interpretada pela estudante MORGANNA BERNARDO - em 30 de outubro de 2013, retrata a melancolia de Pedro, que de tão acomodado, vê a vida escorrer por entre os dedos e passar.

Coordenado pelo professor MARCELO JOSÉ (Códigos e Linguagens), o projeto fundamenta suas bases na TEORIA DA RECEPÇÃO de Wolfgang Iser e Hans Robert Jauss - estudiosos que analisam a interação entre o texto literário e o leitor.

SARAU DE CHICO é fruto de trabalho de pós-graduação lato sensu (A CANÇÃO COMO PRÁTICA SOCIAL DE LEITURA NA ESCOLA: CHICO BUARQUE DE HOLLANDA), desenvolvido, entre os anos de 2005 e 2007, na UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE), sob a orientação do prof. Dr. Aldo Lima.

Em sua Versão nº 01 (2013), o SARAU DE CHICO apresenta canções que tematizam questões como VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, SEXISMO e PRECONCEITOS RACIAL e SEXUAL. Como atividade do NEGRa, pretende-se como ação itinerante e já se apresentou em feiras culturais, ações socioeducativas e eventos voltados a fazer refletir sobre LEITURA LITERÁRIA e DIREITOS HUMANOS.


MAIORES INFORMAÇÕES: marceloj@educacao.pe.gov.br



domingo, 1 de dezembro de 2013

Teresinha, de Chico Buarque de Hollanda (SARAU DE CHICO) será apresentada em Encontro Pedagógico, na Faintvisa



Estes são Dejaílton Torres e Iara Lima - estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio Bezerros. Integram o SARAU DE CHICO, ação exitosa selecionada pela Coordenação Pedagógica e pelo Corpo Docente de Códigos e Linguagens para representar a EREM Bezerros na Formação de Professores de Língua Portuguesa e Matemática da GRE Mata Centro. O evento também contará com a presença dos gestores dos estabelecimentos educacionais da rede estadual nos 13 municípios jurisdicionados pela Gerência (com sede em Vitória de Santo Antão).

A formação docente estava inicialmente prevista para acontecer no dia 13 de dezembro - no Auditório Prof. José Aragão, nas Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (a Faintvisa). Mas conforme adiantou a prof.ª Maria José Pereira Gomes, coordenadora de formação da Unidade de Desenvolvimento de Ensino (UDE, GRE-Mata Centro), o encontro pedagógico precisou ser adiado para data ainda a ser confirmada. O SARAU DE CHICO foi convidado para realizar a abertura e será representado por 23 estudantes. O espetáculo foi adaptado e contará com oito canções de Chico Buarque.

Clique aqui e confira os ensaios do SARAU DE CHICO!

domingo, 24 de novembro de 2013

Cine NEGRa, um cinema em sala de aula para discutir sobre o preconceito e a discriminação racial na escola


Para contribuir com os estudos e o debate sobre o MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA, o NEGRa, Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da EREM Bezerros instituiu o Cine NEGRa, salas de cinema para exibir filmes, entre os dias 18 e 21 de novembro, que tratam sobre a discriminação racial e o preconceito. A ação é fruto de uma das linhas de pesquisa (Gênero e Raça) do NEGRa e faz parte do cronograma de atividades - desde o início do 2º semestre letivo.

As sessões e debates foram apresentados em turmas dos 2º anos do Ensino Médio nas aulas de Direitos Humanos, Filosofia, Sociologia e Língua Portuguesa, com os professores Adalberto Monteiro, Marcelo José e Missimere Carvalho e contou com a colaboração dos professores Antônio Simões Neto, Betânia Bezerra, Dalka Rogéria, Djair Batista, Flaviano Félix, Maria José e Rosimere Lima.

Com a criação do Cine NEGRa, assim como ocorreu com o SARAU DE CHICO, a ideia é a de fomentar a pesquisa e a discussão, para além do espaço escolar. Em razão disto é que foi criado o grupo NEGRa na rede social FACEBOOK, onde a comunidade escolar participa, interage e discute com educandos, educadores e especialistas atrelados à Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco. É interessante conferir a capacidade argumentativa desses estudantes, em defesa de seu ponto de vista.

Para Viviana Santiago, pedagoga e especialista nos estudos de Relações de Gênero na Educação, trata-se de um "... espaço (...) muito rico. Toda oportunidade de dialogar é também uma oportunidade de aprendizagem e crescimento." Já o estudante Júlio Alves, 2º C, disse estar "... gostando muito dos debates em sala de aula. Antes, nem parava pra refletir sobre esses temas, e agora fico procurando refletir cada vez mais", completou.

Leia, abaixo, alguns comentários de estudantes sobre o Cine NEGRa:

"Gostei muito da brilhante ideia do 'Cine NEGRa'. Podemos perceber que não existe ninguém melhor (...) filme perfeito,'Tempo de matar'. (por Geyvison Lucas, 2º ano C)

"O projeto 'Cine NEGRa' está sendo ótimo para abrir nossas mentes. Querendo ou não, existe uma ponta de preconceito em cada um de nós. Antes, não tínhamos tantos debates e conversas sobre tal assunto, o que não nos ajuda muito para enxergar o quão absurdo é esse preconceito e a que ponto ele pode chegar. Um preconceito que, nos tempos de hoje, com toda essa modernização, ainda continua vivo dentro de nós; um motivo de sincera vergonha para mim e para muitos que não concordam com tal preconceito, que ao seu ver não importa se somos negros, amarelos, pardos ou brancos. O que verdadeiramente importa é que somos HUMANOS e IGUAIS uns aos outros, querendo ou não." (por Juliana Carolaine, 2º ano A).

"Estamos inseridos em uma sociedade em que o desrespeito prevalece e isso ficou bem claro no filme a que assistimos. Precisamos ter em mente que não existe ninguém superior ou inferior, e é isso que o filme quer relatar. Por que tanto racismo/desrespeito, só por conta de um pigmento, se no final somos todos iguais? A melanina não vai definir seu caráter. É uma pena que ainda hoje existam pessoas que julgam os outros pela roupa, pela cor, pela religião ou pela condição financeira. Não existe necessidade de ter só um dia de consciência negra, mas sim um dia em que todos nós pudéssemos comemorar o dia em que o respeito prevalecesse na nossa sociedade. Temos que nos conscientizar e rever nossas atitudes. Afinal, somos todos iguais, independentemente de ser negro, branco, pardo ou mestiço." (por Jefferson Silva, 2º ano C).

"Bom, o filme a que assistimos hoje foi muito emocionante, com a intensão de mostrar que somos todos iguais, independente de cor ou classe social, pena que é só em filme. Mas podemos mudar essa realidade, com certeza. Chega de racismo! Nem negros nem brancos, apenas povo brasileiro." (por Alynne Almeida, 2º D)

Quer saber mais, clique aqui e confira as contribuições de especialistas e educandos da Escola de Referência em Ensino Médio Bezerros.

Imprensa repercute SARAU DE CHICO

Estudante Morganna Bernardo canta Pedro pedreiro, de Chico

+ DIÁRIO DE PERNAMBUCO: Estudantes do Agreste utilizam músicas de Chico Buarque para discutir preconceito e violência;

+ PORTAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - UFPE: Sarau utiliza canções de Chico Buarque para promover reflexões sobre preconceito e violência;

+ PORTAL DA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO: Escola promove estudos de gêneros inspirados em canções de Chico Buarque;

+ ACONTECE PERNAMBUCO replicou informação veiculada no Portal da SEE sobre o SARAU DE CHICO;

+ BLOG BEZERROS AGORA também replicou informação veiculada no Portal da SEE, sobre o SARAU DE CHICO. Confira!


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