sábado, 3 de agosto de 2013

A 'minha' cidade


Sei muito pouco sobre a minha cidade. E hoje é seu aniversário. Desaponta-me não falar nada em data tão festiva: 368 carnavais é muita coisa! Por isso acordei com a disposição de escrever algumas linhas, ainda que tais linhas não mereçam nada mais e além que o crédito, comumente concedido a quem é forasteiro.

Não sei o quanto de folclore há na história da minha cidade, nem sei mesmo se é o caso de se pensá-la como um causo. Mas reza a lenda que um bravo povo dessa terra afugentou um exército inteiro. Pelo menos é o que narram dois ou três livros que guardo na estante.

Na iminência de ver o território ocupado por colonos holandeses, abnegados guerreiros da minha cidade (nativos e agregados  como eu) não quiseram se subordinar a países baixos. Consideram-se, por certo, superiores.

O fato é que portugueses e brasileiros que aqui viviam (ou detinham algum tipo de interesse – seguramente, financeiro) botaram a tropa neerlandesa para correr, quebraram o maior pau. Pense num cacete! Mandaram-na às cucuias de Amsterdam.

Vitoriosos  vitorienses e neo-vitorienses tinham, agora em mente, um audacioso e visionário plano: instituir uma constituição própria que disciplinasse, a médio-longo prazo, deveres e direitos nos limites da cidade.

A carta magna costurada a nanquim (contendo verdadeiros mandamentos) aos habitantes 'daquela' remota terra, com os devidos descontos (porque aí já se vão algumas centenas de anos), dizia sobre política: esta arte da dissimulação (conclusão de Descartes que eu endosso).

O artigo da Constituição da Republiqueta da Terra das Tabocas dispunha que todo povo tinha o direito imprescritível e inalienável à autodeterminação, mediante às suas demandas e exigências.

Mas uma emenda, aprovada séculos mais tarde, identificando a pouca objetividade do texto, acrescentou que o povo tem, mesmo, todo direito, desde que mantenha algum grau de parentesco ou fidelidade com o líder político em vigência, ou frequente a mesma  que ele  confraria.

O artigo determinava a criação de uma câmara alta, autônoma e que emergisse legitimamente através de critérios técnicos e do voto distrital livre e direto (nesta ordem), configurando-se em representação deliberativa do povo, junto ao Estado (das Tabocas).

No entanto, recentemente, mediante o glorioso instrumento da Medida Provisória, a MP nº 40 - votada às pressas por um legislativo entorpecido (porque foram tantos os mimos), o governante da época conseguiu tornar sem efeito o artigo supracitado.

O dirigente que o sucedeu, com um ar democrático surpreendente, logo decidiu reescrever o tal artigo, dando-lhe roupagem linguística mais sofisticada. E mediante a Medida Provisória nº 55 foi soberanamente taxativo: "Que o poder legislativo seja ‘joystick’ do Executivo municipal!"

Honestamente, é o que pouco sei sobre a minha cidade.

Sim..., mas acabo de me lembrar, também, de que de lá pra cá riachos e nascentes foram transformados em esgoto, inclusive para acomodar os rejeitos industriais  em nome do 'desenvolvimento'. Um desenvolvimento que não chega aos bairros mais pobres, às pessoas que mais precisam.

O rio mais importante da minha cidade foi assoreado e teve sua margem invadida por aterros, terraplanagens e edificações, cuja propriedade é – no mínimo  questionável. Por outro lado, há quem invista tempo discutido a desnecessária etimologia de seu nome (se Itapacurá ou Tapacurá, é irrelevante). Eu quero é tomar banho de rio! Eu quero é pescar! Utopia? Éh... eu gosto de utopias.

As construções sem controle tomaram conta das calçadas. Não há asfalto nem praça nas periferias. Quem nesses lugares moram, alheios a tudo, vivem a indigência e ignoram a semântica da palavra ‘direito’. As associações de moradores servem apenas para arregimentar eleitores.

Quando nos deslocamos em automóveis, enfrentamos motos e motociclistas inescrupulosos, buracos, semáforos desordenados, sinalização deficitária, caminhões que descarregam mercadorias em plena luz do dia, ferro velho estacionado e o carro do lixo que, sem o menor planejamento, nunca sai à noite – horário de menor fluxo.

Quem usa ônibus (meu Deus!) vive a síndrome da 'lata de sardinha', e corre riscos de perder a vida em coletivos malcheirosos, malcuidados – guiados por condutores despreparados e que, sequer, respeitam um cronograma de viagens preestabelecido – entre outras coisas porque ele  o tal cronograma  não existe e porque não há, no poder público (leia-se: Prefeitura), ninguém a, sobre isto, ocupar-se.

Tem mais: há sempre lâmpada de poste que não acende (mas tem poste plantado no meio da rua!), os esgotos das casas perseguem o meio-fio escancarado. Em muitos lugares, formam poças que se espalham: moradias de ratos, baratas e enxames de moscas.

Tudo isto representa bem o cheiro de anos de abandono e de indiferença.

Quando chove é lama na certa.

Se faz sol, som alto e cerveja.

Citando o poeta Everardo Norões, e sem nenhum receio de ser classificado como preconceituoso, não tiro palavra, nem ponho: "a música brega do vizinho violenta nossos ouvidos e as crianças vagam pelas esquinas num exercício de vadiagem que as levará ao crack e ao crime".

Os 'playboys', e até gente (imaginem!adulta, crias de uma mentalidade falso-burguesa, exibem-se com seus veículos financiados em 72 meses. Com o som alto e a mala aberta ostentam uma pobreza que os condena a não refletir.

Enquanto isso a política de prioridade do prefeito é investir em guardas engomados a desfilar na principal avenida como num exercício ridículo de figurantes para programas de TV.

Eu não conheço a minha cidade. E, honestamente, nem sei se gostaria mesmo de conhecê-la. Melhor que ela continue a viver em mim em silêncio, em pleno anonimato, porque é assim que gostaria de nela viver.

Mas confesso que hoje eu acordei com a gota!

Chega a hora que a gente precisa botar para fora aquilo engasgado, sabe?! E não importa se vão entender mal o meu resmungo, o meu desaforo, a minha malcriação. Sim..., porque é assim que a pseudo-elite (política, econômica e intelectual) entende. Não admite ser contrariada.

Éh... e faz tempo, viu, que eu notei isso.

Já notei também que desqualificar a fala de quem se insurge, de quem se insubordina ao 'establishment' é a especialidade dos coronéis e de seus capangas no território baldio que se tornou a minha cidade. Contudo, justiça seja feita, antes de desqualificar, eles chegam junto, conversam, oferecem um cargozinho, um empreguinho, e se não tiver cuidado, eles cooptam.

Aí ninguém repercute. Aí ninguém comenta. Aí ninguém fala. E todos os anos (como num teatro) se reúnem, em confraria, e realizam o esquete de sempre: fogueteiam, hasteiam a bandeira, cantam um hino, falam umas coisas – qualquer coisa. Confraternizam-se – não se sabe o quê, nem por quê.

Aqueles que se consideram mais 'sabidos' repetem a mesma conversa que ouviram contar. Falam de uma tal 'batalha' em que chegaram batendo, caindo de pau na tropa holandesa. E já cansados de seus próprios blablablás dão uma trégua, intercalam com coqueteizinhos mal dormidos: um canudinho aqui, um pastelzinho folheado acolá... e comem  e como comem! E bebem  bebem muito! 

Mas a verdadeira história da cidade ninguém conta, a verdadeira história da cidade ninguém quer contar.

sábado, 27 de julho de 2013

O ser proletário e o irremediável esfíncter


A dinâmica proletária tem me imposto uma rotina que não reserva tempo sequer à escrita do resmungo, do bom desabafo, da ironia irremediável e velada, do 'puta que pariu' espontâneo, e até mesmo do gracioso... explosivo e muitas vezes involuntário convite a tomar no esfíncter, essa palavra tão sonora e mágica, esse endereço monossilábico e cru.

A dinâmica proletária é bem comportada e não me tem dado espaço para improvisos. Não me concede apartes, tampouco me oportuniza à sagrada necessidade da réplica, da tréplica: essa cara e imprescindível necessidade do humano de estabelecer relações dialógicas, comunicar-se. Assim sendo, essa dinâmica proletária é indiferente e chata. É um saco! É burra!

E ao contrário do que muita gente pensa, a dinâmica proletária não é coisa que ficou lá na Roma Antiga, ou no século XIX - naquele passado de Smith Marx. Aliás, é matéria do dia. A dinâmica proletária é oxigênio reutilizado em pulmões falidos de atletas sem perspectiva de pódio. É atual, mas não é moderna. É por isso que muita gente já está cansada.

E, a despeito daquilo que acontece em nossas principais praças, entre 'arruaças' e coquetéis molotov, o Brasil real e periférico mantém-se inerte e abestalhado. O barulho das máquinas no chão das 'fábricas' (repartições públicas e representações sindicais) anestesiou o proletariado - que sem forças, não questiona. Não perturba a ordem estabelecida. Não faz muxoxo ante o status quo inabalável.

O proletário é um objeto com tempo de validade prefixada e que tem a gloriosa missão de gerar proletariosinhos de bosta, com a mecânica e honrada utilidade de multiplicar a inércia do fazer nada. Quando muito, uma vista grossa ali, um entrar mudo e sair calado acolá. Alienados, reproduzem com alegria e júbilo o 'efeito manada'. Aleluia, irmão! Amém!

Na minha cidade, por exemplo, tem gente pós-graduada na arte do silêncio. Manietadas pelos favores e benesses, há muito perderam a chave das algemas. E aí... já viu: cordão umbilical comprometido, dignidade defenestrada. Os maus políticos se refestelam, agradecem e, numa acumulação primitiva questionável, fazem da atrofia cerebelar proletária o seu maior capital

Conheço pencas de proletários que, mesmo sem se darem conta, dão aula grátis de como não ser cidadão! Suburbanos metidos a aristocratas reverberando teorias que jamais porão em prática. Pseudointelectuais regurgitando a ideia alheia que não foi testada, sequer, na geografia da sua casaAinda assim se divertem num circo em que protagonizam, do auge da inconsciência, o jocoso papel de ser 'brasileiro'.

domingo, 21 de julho de 2013

Escolas substituem cadernetas de papel pelo Diário de Classe Eletrônico

Diário de classe de papel já era! Em substituição àquele volume de "cadernetas" que os professores teriam de manusear, todos os anos, surge agora - na plataforma do Sistema de Informações da Educação de Pernambuco, o SIEPE, o formato eletrônico. A mudança será gradual e começará, inicialmente, em 100 (cem) escolas. As unidades precisam - necessariamente - atender a critérios de infraestrutura (rede física e rede lógica).

Pelo visto, os técnicos da Gerência Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação - GGTI terão muito trabalho, uma vez que o que se observa - em grande parte dessas escolas - é uma conexão à internet capenga, deficitária. Especialmente quando os professores precisam compartilhar o acesso com os tablets dos estudantes.

Elogios, no entanto, aqui cabem: o meio ambiente agradece à iniciativa desta permuta. Serão menos árvores cortadas e, portanto, uma perspectiva de impacto atenuado. Outra questão tem a ver com a transparência das informações e a impossibilidade, pelo menos no campo virtual, de fuga aos eixos e temáticas propostos para cada série. Os pais poderão, de casa e com maior automaticidade, acompanhar o rendimento do filho.

Na GRE Mata Centro (Vitória de Santo Antão), apenas a Escola de Referência em Ensino Médio de Bezerros consta na relação publicada no Diário Oficial do último dia 19, através da Instrução Normativa nº 04/2013, que não teve efeito retroativo e, deste modo, entrou em vigor a partir da data de sua publicação. Em 2014 mais escolas migrarão para esse formato.

Confira aqui a Instrução Normativa nº 04/2013 e a relação completa das escolas.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

EREM Bezerros, escola que tirou em 3º lugar no IDEPE, tem nova gestora


A escola com o melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco, e o melhor na GRE Mata Centro, tem nova gestão. Foi publicada, no Diário Oficial de ontem, a portaria que designou - em caráter pró-tempore - a professora Êda Maria André Cabral como gestora da Escola de Referência em Ensino Médio de Bezerros.

A nomeação se deveu ao fato da professora Ladjane Torres - gestora anterior, ter ido ocupar a Secretaria de Educação do município de Bezerros.

Durante o 1º semestre deste ano a unidade escolar foi conduzida - interinamente, pelas professoras Aparecida Xavier e Dalka Rogéria. A vinda de Êda Cabral obedece à classificação no Progepe, uma vez que ela tirou a melhor nota, entre os segundos colocados, quando concorreu para a Escola de Referência em Ensino Médio Frei Epifânio, no município de São Joaquim do Monte

quinta-feira, 18 de julho de 2013

BDE - Confira a classificação das 40 escolas da GRE Mata Centro, Vitória de S. Antão

Clique na imagem para ampliar!


4ª EDIÇÃO DO BÔNUS EDUCACIONAL

Conforme publicado no portal da Secretaria de Educação, o governador Eduardo Campos e o secretário, Ricardo Dantas, assinaram, na última terça-feira (16/07), o decreto liberando R$ 60,1 milhões para pagamento aos 23.440 mil profissionais (aí se incluem não apenas professores, mas também corpo administrativo, técnico educacional e equipe gestora) da Educação que terão direito ao Bônus de Desempenho Educacional (BDE).

QUEM TERÁ DIREITO? QUANDO SERÁ PAGO?

O bônus premiará todos os funcionários e servidores lotados e em exercício das unidades escolares em função do desempenho de sua escola, desde que a escola tenha matrículas, em 2012, na 4ª e/ou 8ª séries do E.F e/ou 3º ano do Ensino Médio. O servidor deve estar em exercício na escola por no mínimo 06 meses do ano letivo que for referência para a concessão do bônus. A Assessoria de Comunicação do Governo do Estado assegurou, por meio de nota, que o valor já será depositado na folha do mês de julho e varia de R$ 726 a R$ 3.873, tendo como valor médio R$ 2.976,24. Lembrando que o pagamento do bônus será realizado individualmente e a oscilação obedece a critérios como o salário-base (o famoso CÓDIGO 200, atrelado ao tempo de serviço) e o percentual da meta alcançada por cada um dos servidores contemplados.

45% DAS ESCOLAS DA GRE MATA CENTRO FORAM BENEFICIADOS

O percentual de unidades escolares contempladas aponta para um caminho longo, ainda, a ser percorrido, uma vez que apenas 18 escolas, dentre as 40 jurisdicionadas à GRE Mata Centro, foram contempladas.  Dentre aquelas que atingiram o percentual projetado de metas no Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco, 07 são as chamadas "escolas de referência". Foram avaliadas 10 unidades que oferecem a modalidade de ensino em tempo integral, na GRE Mata Centro.

TOP FIVE DO IDEPE NA GRE MATA CENTRO

A Escola de Referência em Ensino Médio de Bezerros apresentou, mais uma vez, o maior IDEPE (5,39) dentre os estabelecimentos de ensino da GRE Mata Centro, ficando em lugar dentre as mais de 1.100 escolas do Estado. A Escola de Referência em Ensino Médio Dr. Alexandrino da Rocha, no município de Bonito, ao atingir 5,03 ficou em lugar. Já a Escola de Referência em Ensino Médio de Gravatá, embora apareça com o maior IDEPE, dentre as 40 escolas dos 13 municípios, não conseguiu replicar a média anterior (4,80) e foi abatida pelo pragmatismo dos números (4,71 não foram suficientes). As  EREM's Professor Barros Guimarães - em Glória do Goitá e João Pessoa Souto Maior - em Sairé (ambas com 4,25) completam o ranking das mais bem avaliadas.

PODE MELHORAR!

A Escola Técnica Estadual Luiz Dias Lins, conhecido como Agrícola - no município de Escada (com 42 pontos percentuais realizados das metas) e a Escola de Referência em Ensino Médio Senador João Cleofas de Oliveira, em Vitória de Santo Antão (com 0%) deverão, agora, revisitar estratégias e apresentar um plano de gestão que as leve a figurarem, em 2014, como instituições que conseguiram melhorar o padrão de qualidade de ensino. Professores competentes, ambas, têm para isso.

ESCOLAS DE BEZERROS SÃO O DESTAQUE

Além da EREM de Bezerros - com o lugar do pódio estadual (IDEPE do Ensino Médio), a Terra do Papangu tem ainda as escolas Dom Jose Lamartine Soares (4,73), Cônego Alexandre Cavalcanti (4,38) e Professora Maria Ana (com 4,27) que apresentam os 3 melhores desempenhos no Índice de Desenvolvimento da Educação da GRE Mata Centro para as séries finais (do 6º ao 9º ano). Escola Cleto Campelo (4,21) e Escola Aarão Lins de Andrade (4,19), ambas no município de Gravatá acompanham a classificação das 5 com o melhor desempenho no Ensino Fundamental. O caminho natural de algumas dessas unidades será o da municipalização. O foco do Estado são o Ensino Médio e Técnico Profissionalizante.

OS NÚMEROS

Ao todo, este ano 56% das escolas estaduais de todas as regionais do Estado serão contempladas com o BDE. Dessas, 29% vão receber o valor integral. Outras 23% obtiveram variação positiva, mas ainda não alcançaram o mínimo de 50% da meta do Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (IDEPE) - contrapartida pactuada entre o Governo e os gestores das unidades de ensino para o recebimento do bônus. De acordo com informações do próprio Governo, foram investidos R$ 51,55 milhões na premiação dos profissionais.

O IDEPE

Trata-se, como já acima mencionado, do Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco. Para elevar o IDEPE, a escola deverá, necessariamente, apresentar melhorias na média da proficiência dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica de Pernambuco - SAEPE e na média da taxa de aprovação dos estudantes. Por isso, é pactuado com a escola, através da assinatura do Termo de Compromisso, as metas a serem alcançadas pelos alunos das 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. A escola que alcança a partir de 50% da meta estabelecida é contemplada com o Bônus de Desempenho Educacional (BDE). O IDEPE é calculado utilizando o resultado do SAEPE e da taxa de aprovação, medido pelo censo escolar. O IDEPE não é nada mais, nada menos do que a multiplicação da nota média do SAEPE na escola pelas taxas médias de aprovação no ciclo avaliado.

domingo, 11 de março de 2012

O Grito! confirma: Lenine inicia turnê do novo disco Chão este mês no Recife

Foto: Hugo Prata / Divulgação

Lenine ini­cia a turnê do elo­gi­ado novo disco Chão, que che­gou às lojas ano pas­sado. O can­tor faz os dois shows de aber­tura no Recife nos dias 16 e 17 de março, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. Entre 2012 e 2013, o músico pla­neja pas­sar por cida­des do Brasil, América do Sul e Europa.

Com dire­ção musi­cal do pró­prio Lenine, em par­ce­ria com Bruno Giorgi e JR Tostoi, o show tem em cena, os três – num espaço repleto de equi­pa­men­tos e ins­tru­men­tos. Além das novas fai­xas, o trio ainda toca os suces­sos “Jack Soul Brasileiro”, “Leão do Norte” (Lenine/Paulo César Pinheiro) e Paciência (Lenine/Dudu Falcão) são alguns deles.

Chão, pro­du­zido e tocado por Bruno Giorgi, JR Tostoi e Lenine, é o décimo álbum de car­reira do can­tor e com­po­si­tor. Numa evi­dente opção esté­tica – ins­ti­gada pelo canto de um pás­saro, que inva­diu a gra­va­ção de uma das fai­xas — o tra­ba­lho revela-se “ele­trô­nico, orgâ­nico e con­creto”, segundo Lenine. Uma das coi­sas mais inte­res­san­tes são os ruí­dos sem edi­ção pre­sen­tes no disco.

Já no pri­meiro semes­tre, a turnê pas­sará por Recife, Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Minas Gerais, Florianópolis, Maranhão, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Na América do Sul, Argentina, Uruguai, Chile, entre outras.

O show no Dona Lindu custa R$ 50 (inteira) e tem ingres­sos à venda nas lojas VR menswear no Shopping Recife e Shopping Plaza. Começa às 21h


sábado, 10 de março de 2012

Amigo Max Almeida é o bispo de "O Auto da Compadecida", em sessão de despedida do espetáculo - no Santa Isabel


“Auto da Compadecida”, da Dramart Produções, um dos espetáculos teatrais mais queridos do público pernambucano, comemora 20 anos de apresentações ininterruptas com duas sessões de despedida no Teatro de Santa Isabel

Auto da Compadecida”, farsa escrita por Ariano Suassuna, celebra 20 anos em cartaz pela Dramart Produções, e para comemorar este aniversário especial, a equipe vai fazer duas únicas sessões de despedida da peça no Teatro de Santa Isabel, dia 10 e 11 de março (sábado e domingo), às 20h e 19h respectivamente, com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (estudantes, professores e maiores de 60 anos). A peça já foi vista por mais de 300 mil espectadores em quase trinta cidades pernambucanas e visitou ainda Manaus (AM), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Campina Grande, João Pessoa (PB), Natal, Mossoró (RN), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Salvador, Paulo Afonso (BA) e Aracaju (SE).

Prova do talento e da genialidade do escritor Ariano Suassuna e da competente direção do professor Marco Camarotti, falecido em 2004 (a assistência de direção é de Williams Sant’Anna), “Auto da Compadecida” é o tipo de espetáculo em que a plateia sai leve de tanto rir porque o espírito circense domina. Tanto que é um Palhaço, representando o próprio autor, quem faz as ligações entre as confusões armadas pelo amarelinho espertalhão João Grilo: o grande “herói sem nenhum caráter”, que, ao lado do seu inseparável amigo Chicó, tira proveito de todos na cidade de Taperoá, enterrando cachorro em latim e vendendo gato que ‘descome’ dinheiro.

E assim, ilustres políticos, comerciantes, cangaceiros, representantes da Igreja e até mesmo Deus e o Diabo, são envolvidos numa trama bem arquitetada que culmina com um verdadeiro “julgamento de canalhas”, onde a grande juíza é a Compadecida. Esta encenação valoriza ao máximo o trabalho de interpretação dos atores no tom farsesco, com homenagens e referências aos circos mambembes, hoje quase extintos. No elenco, Socorro Rapôso, Sóstenes Vidal, Williams Sant’Anna, Luiz César, Cleusson Vieira, Maria Oliveira, Luiz de Lima Navarro, Max Almeida, Leidson Ferraz, Buarque de Aquino, Célio Pontes, Márcio Moraes, Hélio Rodrigues, Didha Pereira, Nazaré Lemos e a participação da Banda Querubins de Metal, executando toda a trilha sonora ao vivo: Marcos Lira e Marcos Monte (percussão), Ricardo Teixeira (trompete), Jorge Guerra (trombone) e Fábio Andrade (sax alto/flauta transversa e direção musical).

Quem quiser conferir deboche com qualidade, nada melhor do que assistir ao “Auto da Compadecida”: uma autêntica festa popular teatral.

20 Anos do Auto da Compadecida, pela Dramart Produções

Duas únicas apresentações de despedida: dias 10 de março (sábado), às 20h, e 11 de março (domingo), às 19h, no Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322). Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (estudantes, professores com carteira e maiores de 60 anos).

Maiores informações: 3222 0025 / 9292 1316.


Data do Evento
10 de março - às 20h
11 de março - às 19h

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Recife

 Noite de Maracatus no Recife Antigo, Carnaval 2012 (Foto: Cláudia Cristine)
                                          
                           por Marcelo De Marco

O Recife, durante o Carnaval
é festa, é música, é luz, é flauta, é bombo

O Recife, durante o Carnaval
é poesia, é salto, é frevo, é riso, é canto

O Recife, durante o Carnaval
de becos e ruelas, é praça para os namorados

O Recife, durante o Carnaval
é tudo, é menos, é mais correndo ladeira a cima e a baixo

Mas ao cair das cinzas surge o meu melhor Recife:
pobre, sujo, triste, sozinho, feiamente desmascarado

E é aí que sei o quanto, por ele, sou apaixonado.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Prêmio literário concede 30 mil Reais


A participação é aberta a maiores de 18 anos, de todas as nacionalidades, autores de obras literárias para o público infantil e juvenil. É vedada a participação de funcionários do Grupo SM e/ou de seus parentes em primeiro grau.

O prêmio contempla os gêneros romance, novela e narrativa curta (texto único). Obras em verso, peças de teatro e coletâneas de contos não serão aceitos.

Os originais deverão ser inéditos e escritos em língua portuguesa. Entende-se por inédito o original não publicado (parcialmente ou em sua totalidade) em antologias, coletâneas, suplementos literários, jornais, revistas, sites etc.

Leia o regulamento completo aqui.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Do que rir Isaltino?


Já se faz algum tempo que abandonei o resmungo. Estava com saudade. Quem dos cliques equidistantes repara, nota que este blog chega a servir de logradouro para aranhas. Mas não adianta, é algo intrínseco. Chega uma hora que a panela esquenta, e dinamite, como diria Lenine, é o feijão cozinhando dentro do molho dela.

Por que esperneio, afinal?

Para o dia de hoje tenho explicação: é que ao folhear o jornal, vi que o nosso Secretário Estadual de Transportes, pasta que abriga, entre outras 'coisas', o Departamento Estadual de Transito (Detran - PE), foi pego em blitz por conduzir sob efeito de alguns pileques.

Segundo matéria veiculada no caderno Política, no Diário de Pernambuco, Isaltino Nascimento (PT) foi autuado e 'deve' cumprir a mesma via crucis de um cidadão comum para recuperar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Com os meus botões, conclui que o Detran ao puni-lo e o secretário ao se submeter aos trâmites exigidos não farão mais do que suas obrigações. Elogiável, só o trabalho do BPtran, que ainda assim, por um 'equívoco', deixou margem para a possibilidade do recurso.

Não creio que o deputado do Partido dos Trabalhadores se recuse a pagar a multa. Acho até que deveria reprografar o boleto autenticado, como forma de oferecer o mínimo de satisfação aos seus eleitores.

É cômico, no entanto, se ter notícia de que a autoridade maior de uma pasta que regula e que, em tese, zela pelo cumprimento da Lei, exorbita-a sem sofrer o prejuízo da perda do cargo.

Amoral mesmo é a complacência do Palácio.

Tem mais: a articulista Marisa Gibson ao dar início à sua coluna de adulações, obtempera e insinua que o mal de Isaltino não foi o de simplesmente beber, mas o de ser 'ingênuo' - coitado!, a ponto de se deixar flagrar dirigindo alcoolizado. (A meu ver, uma aula de como não se fazer JORNALISMO).

Hum!

Agora, em março, chega a fatura do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, o famigerado IPVA. Propalam que é dinheiro para a conservação de estradas, para a infra-estrutura, para a saúde e a segurança no trânsito.

Na prática, porém, não é esse tipo de vinculação que se observa. Não conhecemos essa garantia de contraprestação de serviços. Na verdade, é dinheiro que pode seguir outros rumos, é dinheiro que pode ter outros caminhos, é dinheiro que, inclusive, como se vê, pode ter como destino final o disperdício.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A poesia ganha corpo com o Projeto Vozes Femininas


As poetas Cida Pedrosa, Mariane Bigio, Silvana Menezes e Susana Morais iniciam nesta quarta-feira (18) o Projeto Vozes Femininas – A palavra em Movimento de 2012. Trata-se de uma série de 20 recitais de poesia, cujo encontro inaugural acontece na Casa Mecane, no bairro da Boa Vista, a partir das 19h. O lançamento do projeto será festivo, com participações especiais de Kerlle Magalhães, Miró da Muribeca, Renata Santana e Rita Marize; e discotecagem de Milla Bigio.

A idéia do grupo é percorrer até maio as cidades do Recife, Olinda, Jaboatão e Camaragibe, todas na Região Metropolitana, para divulgar a poesia pernambucana, com ênfase na produção feminina e sensibilizar o público ouvinte para a palavra poética e a leitura. Todos os recitais têm entrada franca e contam com recursos do Funcultura.

Desde 2007, o grupo já se apresentou em diversas cidades de Pernambuco, em festivais, eventos, escolas, universidades, comunidades de baixa renda, saraus literários, praças públicas, teatros e nos lugares mais inusitados. Desta vez, o caminho a ser percorrido pela poesia foi traçado pelo próprio Vozes Femininas, estabelecendo parcerias com Pontos de Cultura, bibliotecas comunitárias, escolas, associações de escritores, Secretaria de Cultura, entre outros.

São destaques na programação os recitais a serem realizados na Biblioteca Comunitária Caranguejo Tabaiares, com foco numa plateia formada por crianças e adolescentes da comunidade; na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, que vai promover o encontro entre mulheres adultas em conflito e a lei com a poesia; num encontro com a Unicordel - União dos Cordelistas de Pernambuco; na Biblioteca Multicultural Nascedouro, que atende à comunidade de Peixinhos e redondezas; no Clube da Mulher Tia Iracema, creche que recebe diariamente crianças de 3 a 10 anos; além de quatro recitais nas ruas de Olinda todos os sábados de maio. A cada recital, o repertório vai se adequando às demandas de cada público.

SERVIÇO

Vozes Femininas – a palavra em movimento - Lançamento do Projeto
Data: 18 de janeiro de 2012
Horário: a partir das 19h
Local: Casa Mecane - Av. Visconde de Suassuna, 338, Boa Vista, Recife.

Entrada gratuita

Da Redação do site, com informações do Caderno Estadual do PCdoB/PE