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sábado, 10 de março de 2012

Amigo Max Almeida é o bispo de "O Auto da Compadecida", em sessão de despedida do espetáculo - no Santa Isabel


“Auto da Compadecida”, da Dramart Produções, um dos espetáculos teatrais mais queridos do público pernambucano, comemora 20 anos de apresentações ininterruptas com duas sessões de despedida no Teatro de Santa Isabel

“Auto da Compadecida”, farsa escrita por Ariano Suassuna, celebra 20 anos em cartaz pela Dramart Produções, e para comemorar este aniversário especial, a equipe vai fazer duas únicas sessões de despedida da peça no Teatro de Santa Isabel, dia 10 e 11 de março (sábado e domingo), às 20h e 19h respectivamente, com ingressos a R$ 20 e R$ 10 (estudantes, professores e maiores de 60 anos). A peça já foi vista por mais de 300 mil espectadores em quase trinta cidades pernambucanas e visitou ainda Manaus (AM), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Campina Grande, João Pessoa (PB), Natal, Mossoró (RN), Maceió (AL), Fortaleza (CE), Salvador, Paulo Afonso (BA) e Aracaju (SE).

Prova do talento e da genialidade do escritor Ariano Suassuna e da competente direção do professor Marco Camarotti, falecido em 2004 (a assistência de direção é de Williams Sant’Anna), “Auto da Compadecida” é o tipo de espetáculo em que a plateia sai leve de tanto rir porque o espírito circense domina. Tanto que é um Palhaço, representando o próprio autor, quem faz as ligações entre as confusões armadas pelo amarelinho espertalhão João Grilo: o grande “herói sem nenhum caráter”, que, ao lado do seu inseparável amigo Chicó, tira proveito de todos na cidade de Taperoá, enterrando cachorro em latim e vendendo gato que ‘descome’ dinheiro.

E assim, ilustres políticos, comerciantes, cangaceiros, representantes da Igreja e até mesmo Deus e o Diabo, são envolvidos numa trama bem arquitetada que culmina com um verdadeiro “julgamento de canalhas”, onde a grande juíza é a Compadecida. Esta encenação valoriza ao máximo o trabalho de interpretação dos atores no tom farsesco, com homenagens e referências aos circos mambembes, hoje quase extintos. No elenco, Socorro Rapôso, Sóstenes Vidal, Williams Sant’Anna, Luiz César, Cleusson Vieira, Maria Oliveira, Luiz de Lima Navarro, Max Almeida, Leidson Ferraz, Buarque de Aquino, Célio Pontes, Márcio Moraes, Hélio Rodrigues, Didha Pereira, Nazaré Lemos e a participação da Banda Querubins de Metal, executando toda a trilha sonora ao vivo: Marcos Lira e Marcos Monte (percussão), Ricardo Teixeira (trompete), Jorge Guerra (trombone) e Fábio Andrade (sax alto/flauta transversa e direção musical).

Quem quiser conferir deboche com qualidade, nada melhor do que assistir ao “Auto da Compadecida”: uma autêntica festa popular teatral.

20 Anos do Auto da Compadecida, pela Dramart Produções

Duas únicas apresentações de despedida: dias 10 de março (sábado), às 20h, e 11 de março (domingo), às 19h, no Teatro de Santa Isabel (Praça da República, s/n, Bairro de Santo Antônio. Tel. 3355 3322). Ingresso: R$ 20 e R$ 10 (estudantes, professores com carteira e maiores de 60 anos).

Maiores informações: 3222 0025 / 9292 1316.


Data do Evento
10 de março - às 20h
11 de março - às 19h

domingo, 26 de setembro de 2010

Companhia de Teatro Olhares apresenta o espetáculo 'A feira', no Sesc - Caruaru


Recebi do amigo Benício Jr., dos tempos de Sesc - Caruaru, a seguinte recomendação: A FEIRA, peça montada pela Cia Olhares. Trata-se de espetáculo que enfoca, com fortes cores e ricas nuances, a realidade intrigante do universo de uma feira livre.

Sonhos e ilusões vêm à tona numa avalanche de imagens onde risos e lágrimas caminham de mãos dadas - mentalidade marcante de um povo flagelado.

Com um ritmo frenético inerente a uma feira, a autora Lourdes Ramalho mostra a realidade brasileira misturada às crenças populares, de uma forma polêmica e questionadora.

A montagem dirigida por Francisco Torres e Prazeres Barbosa enfatiza, de forma lírica e às vezes grotesca, o lado humano, político-social e religioso dos que ali estão comprando, vendendo, mendigando, enganando, roubando... Numa luta descomunal pela sobrevivência.

O SNT (Serviço Nacional de Teatro) premiou "A FEIRA" como sendo o melhor texto de teatro, em 1976. A ousadia linguística da autora delineado em "A FEIRA", mostra um retrato vil e provocante de um Brasil petrificado.

Quando e onde? Vixe Maria! Fácil de mais, nego! Lá no meio da Feira, no Teatro Rui Limeira Rosal, no Sesc - Caruaru. Neste mês de setembro. A partir das 20h. Todas as sextas, sábados e domingos.