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domingo, 3 de maio de 2015

Variedade linguística compõe mosaico sociocultural da Língua



Para iniciar um conjunto de aulas em vídeo e atividades, aqui pelo blog, resolvi abordar um conteúdo muito em voga em provas de vestibulares, concursos e ENEM. Trata-se do estudo das Variedades Linguísticas em Língua Portuguesa. Evanildo Bechara, imortal da ABL e nosso mais renomado filólogo vivo, costuma dizer que temos de ser poliglotas em nosso próprio idioma. Para ele, devemos dominar os vários registros linguísticos, ou níveis de linguagem (formal, semiformal, informal, popular), para nos comunicar de maneira eficiente em cada lugar e situação.

Interessado em colaborar com aquilo que pensa nosso maior gramático, é que proponho a leitura de 10 questões – colhidas de exames diversos – sobre o estudo da Língua Portuguesa em sua multiface. O fato de nosso sistema linguístico não ser unitário, comportando vários eixos de diferenciação, como estilístico, regional, sociocultural, ocupacional e etário é o que nos orienta a apresentar alternativas ao estudante, a fim de que possa proferir um discurso ou participar de um bate-papo, dominando a Língua Materna e conhecendo as várias ‘línguas’ dentro dela mesma.

Espero que gostem!

sábado, 26 de abril de 2014

Assista ao curta 'Cola Digital', produzido por estudantes da EREM Bezerros



Assista ao curta-metragem realizado pelos estudantes da EREM BEZERROS, na oficina de Mídias Móveis - ministrada pelo cineasta MARLOM MEIRELLES

Através de ação semelhante estão sendo realizadas 10 oficinas audiovisuais em diversos municípios de nosso Estado (Pernambuco), promovendo uma capacitação para a produção de obras em novos formatos e incitando uma reflexão sobre o audiovisual contemporâneo.

O projeto conta com o patrocínio do Funcultura, da Fundarpe, da Secult e do Governo de Pernambuco.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cineasta ensina a estudantes de escola pública como utilizar o 'celular' na realização de curtas e documentários


A EREM BEZERROS é, mais uma vez, notícia no PORTAL DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E ESPORTES DO ESTADO DE PERNAMBUCO.

O cineasta MARLOM MEIRELLES ministra oficina audiovisual para estudantes da EREM BEZERROS, até hoje (sexta-feira, 25/04) para um público de 25 estudantes.

Intitulada MÍDIAS MÓVEIS, a oficina é fruto de uma articulação do NEGRa (Núcleo de Estudos de Gênero e Raça) e objetiva, entre outras coisas, à educação do olhar através de uma simples câmera de celular. MUITO BOM!

Clique aqui e saiba mais sobre a publicação da SEEE/PE!

Confira, também, (clicando aqui) reportagem de Isan Braga - da Rádio SEI (Secretaria de Imprensa do Governo do Estado de Pernambuco) e entrevista do prof. Marcelo José. (Duração: 2' 15")

domingo, 30 de março de 2014

Café no NEGRa! recebe cineasta Marlom Meirelles e é notícia no portal da SEE - PE


EREM de Bezerros realiza ações em comemoração ao mês da mulher

As ações foram desenvolvidas pelo Núcleo de Estudo de Gêneros e Raça (NEGRa) da unidade - no último dia 24 de março e marcou, também, a inauguração da sala que servirá às atividades do NEGRa.

Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) de Bezerros, através do Núcleo de Estudo de Gêneros e Raça (NEGRa), aproveitou o mês dedicado a todas as mulheres e realizou ações voltadas para a reflexão sobre o Dia Internacional das Mulheres, que é comemorado no dia 08 de março. Flores e homenagens deram o ponta pé inicial às ações desenvolvidas pelo núcleo.

Dentre as ações estava o Cine NEGRa, onde foi apresentada uma seção do média-metragem, “Entre Mulheres” de Marlom Meirelles. Os estudantes também puderam participar de um debate com o cineasta, que falou sobre sua experiência de retratar através da sétima arte a temática “gênero”. No debate participaram representantes de turmas e monitores de Língua Portuguesa, além de professores da unidade de ensino.

Outra ação que teve início neste mês da mulher foi o “Café no NEGRa!”, projeto que tem como objetivo trazer personalidades com conhecimento sobre as questões de gênero e enfrentamento à violência contra a mulher.

Confira mais, no portal da Secretaria Estadual de Educação e Esportes de Pernambuco, clicando aqui.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Revista trará o SARAU DE CHICO como um dos destaques no combate ao preconceito

Foto: Divulgação / SARAU DE CHICO

A Secretaria da Mulher está organizando revista sobre as ações que tem por objetivo o fortalecimento da consciência crítica a respeito da igualdade de gênero em nosso Estado. Esta semana, fui procurado pela agência que assessora a parte de comunicação da pasta da Drª Cristina Buarque, a fim de que pudesse conceder entrevista sobre as atividades implementadas no NEGRa - Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da EREM Bezerros, assim como sobre o trabalho desenvolvido pelo SARAU DE CHICO. Confira!

Oficina Comunicação - O que é o NEGRa?
Marcelo José - O NEGRa, Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da Escola de Referência em Ensino Médio de Bezerros é a unidade promotora de ações de formação, pesquisa e extensão, objetivando o desenvolvimento de práxis comprometidas com a transformação social, a partir da promoção dos direitos da mulher, do negro, do indígena e da igualdade entre os sexos. Foi formalmente instituído em nossa escola no ano de 2012, através de um protocolo de intenções - numa parceria entre a Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco e a Secretaria Executiva de Educação Profissional. O SARAU DE CHICO representa - em 30 de outubro de 2013 - o marco que introduziu, em nossa unidade escolar, as ações do NEGRa.

Oficina Comunicação - Como surgiu a ideia de criar o projeto 'Sarau de Chico'?
Marcelo José - O SARAU DE CHICO é fruto de pesquisa e análise de campo que ajudou a subsidiar trabalho monográfico apresentado ao Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, visando à obtenção do título de especialista em Linguística e Ensino do Português (2005 – 2007), sob a orientação do Prof. Dr. Aldo José Rodrigues de Lima.

Oficina Comunicação - Por que usar as músicas de Chico Buarque?
Marcelo José - Na condição de coordenador do Núcleo de Estudos de Gênero e Raça (NEGRa), na EREM Bezerros, e debruçado sobre o trabalho monográfico que teve como foco em seu primeiro momento a 'leitura', apoiamo-nos no cancioneiro de Chico Buarque de Hollanda, por entender ser a sua música um instrumento eficaz para a reflexão sobre o conceito de gênero, assim como sobre a relação entre natureza e cultura.

Oficina Comunicação - Qual o objetivo do projeto?
Marcelo José - Esta ação analisa a interação de estudantes do Ensino Médio de uma escola pública da rede estadual (EREM Bezerros) com as canções de Chico Buarque, abordando – necessariamente – temáticas propostas pela Secretaria da Mulher do Governo do Estado de Pernambuco, propondo-se a apresentar caminhos em face da leitura literária na escola, assim como estimular e fortalecer a produção de consciência crítica sobre as relações de gênero, contribuindo para a promoção dos direitos das mulheres em sua diversidade.

Oficina Comunicação - Desde quando o projeto existe?
Marcelo José - Entre os anos 2005 e 2007, por ocasião do curso de pós-graduação (lato sensu) LINGUÍSTICA E ENSINO DO PORTUGUÊS, na UFPE, defendi o seguinte projeto monográfico: A CANÇÃO COMO PRÁTICA SOCIAL DE LEITURA NA ESCOLA: CHICO BUARQUE DE HOLLANDA. Desde então, já se vão 03 saraus por onde atuei enquanto professor de Língua Portuguesa (RECITAL LÍTERO-MUSICAL DO SESC - 2006, SARAU DA GUIOMAR - 2008 e mais recentemente em 2013, com o SARAU DE CHICO).

Oficina Comunicação - Onde acontecem as apresentações?
Marcelo José - Já realizamos apresentações para um público estimado de 2 mil pessoas. Estudantes, educadores, pais e responsáveis são - em grande maioria - os expectadores do SARAU DE CHICO. Universidades, feiras literárias e formações para professores serviram, até aqui, de espaço para as performances de nosso grupo.

Oficina Comunicação - Quantas pessoas participam?
Marcelo José - No SARAU a participação se deu até agora por adesão. E a ideia é essa. Não cabe imposição à leitura. É, portanto, o que temos buscado instituir: estimulando o 'paladar' dos nossos estudantes para um letramento literário que proporcione alegria, prazer e, a reboque disto, reflexão. Hoje, alguns dos nossos integrantes já não estão mais na escola. Concluíram o Ensino Médio. Mas asseguro que o SARAU serviu de academia ao exercício de, diretamente 50 jovens muito talentosos, que do teclado ao violão, do pandeiro ao violino, do clarinete ao saxofone intuíram em nossa comunidade escolar o gosto pela poesia de Chico.

Oficina Comunicação - Como foi a receptividade do projeto?
Marcelo José - Em tempos de canções cujo enredo é "vou dá-lhe de cano de ferro" e "rapariga é você", apresentar a poesia de CHICO BUARQUE pode parecer insulto. E num primeiro momento até pareceu. Teve quem, em nome de um ecletismo sem sentido, olhasse para o projeto com olhar de soslaio. Talvez continue a olhar. É legítimo e democrático que tenha liberdade para assim se comportar. Mas é tarefa do educador abrir caminhos diversos do lugar comum, sobretudo e em especial aqueles profissionais que têm como encargo a tarefa de estimular a leitura de textos e o compromisso de fazer com que estudantes consigam interpretar o mundo. É fundamentado, pois, na TEORIA DA RECEPÇÃO de Wolfgang Iser e Hans Robert Jauss - estudiosos que analisam a interação entre o texto literário e o leitor, que a proposta de formação encampada pelo SARAU DE CHICO se propõe.

Oficina Comunicação - Ele é apresentado apenas em Bezerros?
Marcelo José - Não. É uma atividade formativa que se pretende como ação itinerante. A minha ideia é a de levar esta proposta para o maior número de pessoas. Atualmente, estamos envolvidos em uma proposta que possibilite conexões entre o nosso calendário de ações e a programação de outros núcleos. A novidade é que os nossos estudantes, em particular os egressos e que já alcançaram a maioridade, possam interagir com estudantes e pesquisadores de outros estabelecimentos de ensino. Como atuo, também, no Ensino Superior e integro a equipe que coordena o Núcleo de Estudos de Gênero e Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Faculdade Escritor Osman Lins (Facol), em Vitória de Santo Antão, tenho em mente consolidar o intercâmbio e a troca de experiências com êxito. Suponho que será enriquecedor e que a nossa sociedade civil terá à sua disposição atividades que promovam a valorização e o respeito para com todos.

Oficina Comunicação - Você é o coordenador do projeto?
Marcelo José - Sim. Na verdade, se este é o nome, diria que sim. Represento a comunidade escolar, através do NEGRa (Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da EREM Bezerros) nas formações realizadas no âmbito da Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco. Em parceria com educandos e educadores, buscamos a materialização das teorias - nesses encontros - fomentadas. Quanto ao SARAU DE CHICO, por ser objeto meu de estudo já há alguns anos, coloquei-o em pauta e fizemos dele nossa primeira ação do núcleo, em nossa escola. Mas para isso acontecer, foi necessário - além de toda energia dos mais de 50 estudantes diretamente envolvidos - a colaboração de nossa valorosa equipe de professores, com destaque especial para Adalberto Monteiro, Antônio Simões, Raimundo Silvano, Josemeri Gomes, Rosimere Lima, Missimere Carvalho, Dalka Carvalho, Débora Bruce, Djair Batista - entre outros. É preciso evidenciar, aqui, também, o apoio da equipe gestora, por intermédio das professoras Êda Cabral e Aparecida Xavier.

Oficina Comunicação - O projeto é voltado apenas para o público feminino?
Marcelo José - Nosso objetivo é contribuir para a prática de condutas sociais que enfrentem a discriminação, a violência, o preconceito. Deste modo, é uma escolha que não permite nem cabe segregar por gênero.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Em rede social, levei ao gov. Eduardo a minha impressão sobre a Educação em PE


Subscrevo-me, governador.

E aproveitando o tema, quero registrar que o nosso sistema público tem avançado.

Olhando pelo retrovisor, vemos que de lá para cá conquistas importantes se efetivaram. 

Exemplos: expansão do ensino médio em tempo integral; fardamento e material didático; o intercâmbio (Ganhe o Mundo); a gradativa informatização de registros e escrituração - através do Siepe; alimentação escolar e escolha de gestores através de seleção (Progepe). 

Alguns senões, porém, residem:

a) a expansão do ensino médio integral precisa manter uma performance satisfatória em todos os estabelecimentos de ensino (especialmente os periféricos), espera-se que as condições de trabalho, o material humano e a rede física adotem um padrão uniforme;

b) que o fardamento e o material didático estejam à disposição de educadores e educandos antes do início do ano letivo (é comum só chegarem no meio do ano);

c) que o intercâmbio para estudantes se torne uma condição obrigatória (vire Lei) para todos, e não somente para alguns... e que esta política acertada se estenda ao corpo docente (e não apenas aos de língua estrangeira);

d) desejamos encontrar no Siepe um sistema estável e que traga consigo tablets conectados à internet que possibilitem o mínimo: pesquisa, registro de aula e frequência e realização de apontamentos;

e) que a alimentação escolar seja palatável, saborosa (acho que não é pedir muito! Temos sido testemunhas do desperdício diário desses alimentos, justamente porque muitas vezes não são feitos com o carinho e o esmero que todos nós esperamos). Alimentação escolar que não desperta o paladar é dinheiro público jogado pelo ralo. Que tal investir mais em qualidade e economizar mais ao evitar o desperdício?

f) Por fim, nossos gestores escolares precisam de um 'up-grade' na gratificação. R$ 1.260,00 (para as escolas de referência e de grande porte) é muito pouco para o tamanho da responsabilidade que esses profissionais assumem. Na esmagadora maioria não têm nem o apoio técnico e de pessoal de que precisam para darem conta de todas as demandas inerentes à função (aquele tão propalado modelo de governança precisa sair do papel, governador!). A maioria dos gestores se vê angustiada. E profissional inseguro é coisa muito danosa para qualquer empresa, porque acaba levando essa insegurança para os demais profissionais - criando um clima de desarmonia. É preciso que esses profissionais se sintam seguros e percebam que podem contar com o apoio da Secretaria de Educação e das GREs (esses dois órgãos precisam de renovação em seus quadros. Não de aparelhamento. Não do nepotismo. Não do compadrio. Não de chefes e caudilhos a usar a máquina pública para promover perseguições. Não, em certos casos, de inválidos a aguardar a aposentadoria).

Gestores felizes é uma maravilha, governador! Aí o senhor tira deles a desculpa de que não podem replicar o mesmo tipo de tratamento a educandos e educadores. E os educadores, por sua vez, já não poderão mais adotar aquele velho e rabugento discurso - repleto de infelicidade permanente.

Sempre à disposição!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Geni e o Zepelim, SARAU DE CHICO. Uma lição, sobretudo, de RESPEITO


Dia desses alguém me interpelou em um dos corredores da escola, dizendo-se estar em estado de choque com as apresentações do SARAU DE CHICO, o nosso SARAU DA EREM BEZERROS.

Ao contrário do que se pudesse supor, eu fiquei feliz com aquilo. Ri por dentro um riso minúsculo e contido e cheguei à conclusão de que o SARAU DE CHICO cumpriu o seu propósito: CAUSAR ESTRANHAMENTO.

O projeto que fundamenta suas bases na TEORIA DA RECEPÇÃO de Wolfgang Iser e Hans Robert Jauss, tem como finalidade - mesmo - analisar, auscultar e perceber como se comportam leitores diante de textos que fogem ao lugar comum.

E só acordando o preconceito encrustado em nossos gestos previsíveis, é que daremos um passo à frente no combate à discriminação silenciosa, ao 'bullying' velado, a 'panelinha' que determina o que é CERTO e o que é ERRADO.

Odeio essas CERTEZAS. Gosto mesmo é da DÚVIDA que inquieta e nos leva a REFLETIR, empurra-nos para CONHECER o que lá longe se difusa, se espalha, se mistura - e que a miopia dos falsos moralistas não consegue discernir.

O SARAU DE CHICO é isso. É esse fato pretensioso, que estudantes de uma escola pública - irmanados num só propósito - o de encaminhar-nos para refletir sobre IGUALDADE, JUSTIÇA, DEMOCRACIA, DIREITO (palavras afáveis, mas tão incomuns - na prática). 

Em GENI E O ZEPELIM, o SARAU DE CHICO - a despeito de toda a teoria, apesar de todo o blablablá escorreito do ISER e do JAUSS - quer mesmo é viver com cada leitor, cada interlocutor, cada espectador, cada plateia... a sensação de RESPEITAR e de ser RESPEITADO.

Porque em algum momento na vida fomos, e se não fomos... seremos a tal GENI. Ainda que estejamos hoje assumindo o papel vil e grotesco do COMANDANTE ou da CIDADE APAVORADA. 'C'est la vie!'

Todos de PARABÉNS!

O corpo como trunfo para a conquista do homem amado, em O MEU AMOR


A primeira imagem que me vem à cabeça é da Ópera do Malandro: Marieta Severo (Teresinha) contracenando com Elba Ramalho (Lúcia) , disputando entre si, o amor do personagem vivido por Otávio Augusto (Max).

Pois é.

A história retratada por essa letra mostra duas mulheres procurando publicizar qual delas seria a mais capaz de corresponder os caprichos do 'amado', utilizando-se de um único instrumento – o próprio corpo.

Este é o desafio lançado. Duas mulheres 'presas' à satisfação corporal/sexual proporcionada por este homem que pode se dar ao luxo de optar.

Luxúria acesa! O corpo como moeda de barganha. A mulher como objeto! Curtam MORGANNA BERNARDO e IAGO FIDELES nessa atuação primorosa.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO repercute ações do SARAU DE CHICO na cidade de BEZERROS


DIÁRIO DE PERNAMBUCO - Recife, domingo, 22 de dezembro de 2013.
Caderno: Vida Urbana. Página nº 07.

Clique na imagem para ampliar!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Estudantes abordam o 'feminino' através das canções de Chico Buarque de Hollanda


A música TERESINHA, de CHICO BUARQUE DE HOLLANDA fala dos três 'estágios' do desenvolvimento amoroso feminino. O primeiro seria o príncipe encantado - vivido, geralmente, na adolescência. O segundo - o cafajeste, aquela experiência a que todas as mulheres, em algum momento passam, e se submetem na vida. O terceiro seria a aceitação, sem fantasias, de um companheiro real, de carne e osso... e alma!

LETTÍCIA KAROLINE vê-se cercada e diante de tal dilema. LUIZ IRMISSON, FLÁVIO CAMPOS e MIQUÉIAS RAMOS concorrem para o amor de TERESINHA.

IARA LIMA interage com o público nesta performance digna de aplauso. PARABÉNS!

A história de Lily Braun, para 'chocar' e nos fazer refletir sobre o SEXISMO


LILY BRAUN, batizada com o nome Amalie von Kretschman, foi uma escritora feminista alemã. Filha do general Hans von Kretschmann, da Prússia e neta da Baronesa Jenny von Sustedt que era uma filha ilegítima do rei de Vestefália Jerónimo Bonaparte, irmão de NAPOLEÃO BONAPARTE.

Ainda cedo LILY BRAUN se casou com o professor de filosofia Georg von Gizycki, ao qual se uniram num movimento ético, que buscava estabelecer um sistema de moralidade que substituiria a influencia das religiões tradicionais. 

LILY casou-se novamente em 1896 com Heinrich BRAUN, após a morte do marido. Braun era um político social-democrata e um publicitário.

Ainda Jovem LILY filiou-se ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e tornou-se uma das líderes do movimento feminista alemão. Ela foi fortemente influenciada por FRIEDRICH NIETZSCHE e queria que o SPD se focasse no desenvolvimento da personalidade e da individualidade em vez da igualdade. Para ela, as mulheres deveriam ter a sua própria personalidade e não ser apenas consideradas como (futuras) mães e esposas. Ela lutava por liberdade econômica para as mulheres e a abolição do casamento legal.

CHICO BUARQUE, perspicaz como só ele, construiu um enredo em A HISTÓRIA DE LILY BRAUN que, para quem não conhece a história - de fato - da moça, perca-se nas sinuosidades semânticas dessa poesia e tenha alguma dificuldade de encontrar coerência entre a canção e a biografia da ativista.

CHICO, na verdade, mostra como consegue entender bem o gênero feminino. Descrevendo dramas, anseios e a trepidez por que passam as mulheres em nossa cultura. Em A HISTÓRIA DE LILY BRAUN ele trata, de modo singular, o 'AMOR QUIMÉRICO' contado em romances, nas telas de cinema e nas historietas bem contadas, como é bem essa coisa de 'promessa de amor' para elas. Aquela mesma que tem seu começo, meio e fim. Com um começo brilhante e cheio de expectativas, um meio repleto de trivialidades e um fim como o não contado: aquele em que se acaba o encanto e todos vão viver suas vidas prosaicas.

Não desanima, mostra uma realidade de uma promessa de amor mais presente na arte do que na vida real. Linda a letra, com todo o encanto de mostrar a vida como ela é, bem ao gosto e medida desse mítico poeta da canção brasileira.

MIQUÉIAS RAMOS e SINTHIA PONTES personificaram bem o que entenderam nos momentos de leitura. Extraordinária performance de ambos, completada com a interpretação de MORGANNA BERNARDO.

Sou suspeito!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mirem-se no exemplo daquelas "Mulheres de Atenas, SARAU DE CHICO"


Entusiasma o potencial de Sandy Souza, a disciplina de Marília Rebeca e o potencial vocal de Morganna Bernardo e Iara Lima. O que dizer dos nossos arranjadores - neste 'concerto'?! Iago Fideles - no teclado, Anderson Christian - no violino e Jonathan Soares - no saxofone cumprem o propósito de Chico Buarque e Augusto Boal. Nada mais a dizer. Deleitar-se, apenas!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Folhetim, SARAU DE CHICO



FOLHETIM fala do mercantilismo do corpo. A volúpia poética de Chico Buarque aflora nesta canção. A estudante Fernanda Nascimento interpreta, a dança de Alan Deivid, Morgana Luiza, Verônica Monteiro e Rennan Regys evoca o erotismo típico dos cabarés. As performances de Jhennefer Kavillyn, Elisane Morais, Eduardo Eraldo e Paulo Jefferson dão a dramaticidade de que o espetáculo precisa.

Mil perdões, SARAU DE CHICO


Iara Lima interpreta com brilhantismo a canção 'MIL PERDÕES', do poeta CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, que ganha mais leveza ainda através da performance de Bianca Vasconcelos, contracenando com o seu namorado, o tecladista Iago Fideles.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Olhos nos olhos, SARAU DE CHICO

 
Na voz da estudante Iara Lima, a canção 'OLHOS NOS OLHOS', do poeta CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, ganha roupagem através da dança contemporânea de Geyssiele Torres e Jonatas Luan.
 
A jornalista Margarida Azevedo, em sua coluna (Educ@ção, do JORNAL DO COMMERCIO, edição de 18 de dezembro), publicou nota sobre a apresentação do SARAU DE CHICO, no CEMAIC (Santo Antônio, Bezerros), na tarde de hoje.
 
OLHOS NOS OLHOS é uma das canções a serem executadas.

Pedro pedreiro, SARAU DE CHICO



O SARAU DE CHICO constitue-se como a primeira ação do NEGRa - Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da EREM Bezerros. A canção 'PEDRO PEDREIRO', do poeta CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, e interpretada pela estudante MORGANNA BERNARDO - em 30 de outubro de 2013, retrata a melancolia de Pedro, que de tão acomodado, vê a vida escorrer por entre os dedos e passar.

Coordenado pelo professor MARCELO JOSÉ (Códigos e Linguagens), o projeto fundamenta suas bases na TEORIA DA RECEPÇÃO de Wolfgang Iser e Hans Robert Jauss - estudiosos que analisam a interação entre o texto literário e o leitor.

SARAU DE CHICO é fruto de trabalho de pós-graduação lato sensu (A CANÇÃO COMO PRÁTICA SOCIAL DE LEITURA NA ESCOLA: CHICO BUARQUE DE HOLLANDA), desenvolvido, entre os anos de 2005 e 2007, na UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE), sob a orientação do prof. Dr. Aldo Lima.

Em sua Versão nº 01 (2013), o SARAU DE CHICO apresenta canções que tematizam questões como VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, SEXISMO e PRECONCEITOS RACIAL e SEXUAL. Como atividade do NEGRa, pretende-se como ação itinerante e já se apresentou em feiras culturais, ações socioeducativas e eventos voltados a fazer refletir sobre LEITURA LITERÁRIA e DIREITOS HUMANOS.


MAIORES INFORMAÇÕES: marceloj@educacao.pe.gov.br



domingo, 1 de dezembro de 2013

Teresinha, de Chico Buarque de Hollanda (SARAU DE CHICO) será apresentada em Encontro Pedagógico, na Faintvisa



Estes são Dejaílton Torres e Iara Lima - estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio Bezerros. Integram o SARAU DE CHICO, ação exitosa selecionada pela Coordenação Pedagógica e pelo Corpo Docente de Códigos e Linguagens para representar a EREM Bezerros na Formação de Professores de Língua Portuguesa e Matemática da GRE Mata Centro. O evento também contará com a presença dos gestores dos estabelecimentos educacionais da rede estadual nos 13 municípios jurisdicionados pela Gerência (com sede em Vitória de Santo Antão).

A formação docente estava inicialmente prevista para acontecer no dia 13 de dezembro - no Auditório Prof. José Aragão, nas Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (a Faintvisa). Mas conforme adiantou a prof.ª Maria José Pereira Gomes, coordenadora de formação da Unidade de Desenvolvimento de Ensino (UDE, GRE-Mata Centro), o encontro pedagógico precisou ser adiado para data ainda a ser confirmada. O SARAU DE CHICO foi convidado para realizar a abertura e será representado por 23 estudantes. O espetáculo foi adaptado e contará com oito canções de Chico Buarque.

Clique aqui e confira os ensaios do SARAU DE CHICO!