quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Eduardo


Antes que digam que este espaço virou obituário, devo dizer que apenas as tragédias tem acordado minha motivação para escrever. Fazer o quê?! O trágico desaparecimento de Eduardo Campos foi mesmo impactante. Nós, os pernambucanos - especialmente, estamos em luto. Preciso demarcar - aqui - que, embora não fosse dele o meu voto, aborreceu-me muito o fato de aquele voo ter sepultado a sua alegria e a sua vontade de estar com aqueles que amava.

Mas a vida segue. Inexplicavelmente, mas segue. E é isso!


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Ariano



É preciso falar algo sobre Ariano.
 
Mas, até agora, não sei o que dizer.

domingo, 20 de julho de 2014

Rubem Alves


Depois de tanto tempo em longas férias deste espaço, o vazio criado pela morte de Rubem Alves me motivou a escrever algo. Ainda que sabendo o meu lugar, gostaria mesmo, e muito, era de falar e escrever como ele, em agradecimento a tanta coisa boa que a sua obra e o seu exemplo nos proporcionaram.

A sua mansidão era sempre um alento para os espíritos alvoroçados. Sua poesia simples, capaz de proezas. Ouvir os seus conselhos e auscultar as suas crônicas sempre me serviram como remédios prontos para superar a mesquinhez de uma humanidade entorpecida e aficionada pelas futilidades postas na ordem do dia.

Obrigado, Rubem!

sábado, 26 de abril de 2014

Assista ao curta 'Cola Digital', produzido por estudantes da EREM Bezerros



Assista ao curta-metragem realizado pelos estudantes da EREM BEZERROS, na oficina de Mídias Móveis - ministrada pelo cineasta MARLOM MEIRELLES

Através de ação semelhante estão sendo realizadas 10 oficinas audiovisuais em diversos municípios de nosso Estado (Pernambuco), promovendo uma capacitação para a produção de obras em novos formatos e incitando uma reflexão sobre o audiovisual contemporâneo.

O projeto conta com o patrocínio do Funcultura, da Fundarpe, da Secult e do Governo de Pernambuco.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cineasta ensina a estudantes de escola pública como utilizar o 'celular' na realização de curtas e documentários


A EREM BEZERROS é, mais uma vez, notícia no PORTAL DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E ESPORTES DO ESTADO DE PERNAMBUCO.

O cineasta MARLOM MEIRELLES ministra oficina audiovisual para estudantes da EREM BEZERROS, até hoje (sexta-feira, 25/04) para um público de 25 estudantes.

Intitulada MÍDIAS MÓVEIS, a oficina é fruto de uma articulação do NEGRa (Núcleo de Estudos de Gênero e Raça) e objetiva, entre outras coisas, à educação do olhar através de uma simples câmera de celular. MUITO BOM!

Clique aqui e saiba mais sobre a publicação da SEEE/PE!

Confira, também, (clicando aqui) reportagem de Isan Braga - da Rádio SEI (Secretaria de Imprensa do Governo do Estado de Pernambuco) e entrevista do prof. Marcelo José. (Duração: 2' 15")

domingo, 30 de março de 2014

Café no NEGRa! recebe cineasta Marlom Meirelles e é notícia no portal da SEE - PE


EREM de Bezerros realiza ações em comemoração ao mês da mulher

As ações foram desenvolvidas pelo Núcleo de Estudo de Gêneros e Raça (NEGRa) da unidade - no último dia 24 de março e marcou, também, a inauguração da sala que servirá às atividades do NEGRa.

Estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) de Bezerros, através do Núcleo de Estudo de Gêneros e Raça (NEGRa), aproveitou o mês dedicado a todas as mulheres e realizou ações voltadas para a reflexão sobre o Dia Internacional das Mulheres, que é comemorado no dia 08 de março. Flores e homenagens deram o ponta pé inicial às ações desenvolvidas pelo núcleo.

Dentre as ações estava o Cine NEGRa, onde foi apresentada uma seção do média-metragem, “Entre Mulheres” de Marlom Meirelles. Os estudantes também puderam participar de um debate com o cineasta, que falou sobre sua experiência de retratar através da sétima arte a temática “gênero”. No debate participaram representantes de turmas e monitores de Língua Portuguesa, além de professores da unidade de ensino.

Outra ação que teve início neste mês da mulher foi o “Café no NEGRa!”, projeto que tem como objetivo trazer personalidades com conhecimento sobre as questões de gênero e enfrentamento à violência contra a mulher.

Confira mais, no portal da Secretaria Estadual de Educação e Esportes de Pernambuco, clicando aqui.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Revista trará o SARAU DE CHICO como um dos destaques no combate ao preconceito

Foto: Divulgação / SARAU DE CHICO

A Secretaria da Mulher está organizando revista sobre as ações que tem por objetivo o fortalecimento da consciência crítica a respeito da igualdade de gênero em nosso Estado. Esta semana, fui procurado pela agência que assessora a parte de comunicação da pasta da Drª Cristina Buarque, a fim de que pudesse conceder entrevista sobre as atividades implementadas no NEGRa - Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da EREM Bezerros, assim como sobre o trabalho desenvolvido pelo SARAU DE CHICO. Confira!

Oficina Comunicação - O que é o NEGRa?
Marcelo José - O NEGRa, Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da Escola de Referência em Ensino Médio de Bezerros é a unidade promotora de ações de formação, pesquisa e extensão, objetivando o desenvolvimento de práxis comprometidas com a transformação social, a partir da promoção dos direitos da mulher, do negro, do indígena e da igualdade entre os sexos. Foi formalmente instituído em nossa escola no ano de 2012, através de um protocolo de intenções - numa parceria entre a Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco e a Secretaria Executiva de Educação Profissional. O SARAU DE CHICO representa - em 30 de outubro de 2013 - o marco que introduziu, em nossa unidade escolar, as ações do NEGRa.

Oficina Comunicação - Como surgiu a ideia de criar o projeto 'Sarau de Chico'?
Marcelo José - O SARAU DE CHICO é fruto de pesquisa e análise de campo que ajudou a subsidiar trabalho monográfico apresentado ao Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, visando à obtenção do título de especialista em Linguística e Ensino do Português (2005 – 2007), sob a orientação do Prof. Dr. Aldo José Rodrigues de Lima.

Oficina Comunicação - Por que usar as músicas de Chico Buarque?
Marcelo José - Na condição de coordenador do Núcleo de Estudos de Gênero e Raça (NEGRa), na EREM Bezerros, e debruçado sobre o trabalho monográfico que teve como foco em seu primeiro momento a 'leitura', apoiamo-nos no cancioneiro de Chico Buarque de Hollanda, por entender ser a sua música um instrumento eficaz para a reflexão sobre o conceito de gênero, assim como sobre a relação entre natureza e cultura.

Oficina Comunicação - Qual o objetivo do projeto?
Marcelo José - Esta ação analisa a interação de estudantes do Ensino Médio de uma escola pública da rede estadual (EREM Bezerros) com as canções de Chico Buarque, abordando – necessariamente – temáticas propostas pela Secretaria da Mulher do Governo do Estado de Pernambuco, propondo-se a apresentar caminhos em face da leitura literária na escola, assim como estimular e fortalecer a produção de consciência crítica sobre as relações de gênero, contribuindo para a promoção dos direitos das mulheres em sua diversidade.

Oficina Comunicação - Desde quando o projeto existe?
Marcelo José - Entre os anos 2005 e 2007, por ocasião do curso de pós-graduação (lato sensu) LINGUÍSTICA E ENSINO DO PORTUGUÊS, na UFPE, defendi o seguinte projeto monográfico: A CANÇÃO COMO PRÁTICA SOCIAL DE LEITURA NA ESCOLA: CHICO BUARQUE DE HOLLANDA. Desde então, já se vão 03 saraus por onde atuei enquanto professor de Língua Portuguesa (RECITAL LÍTERO-MUSICAL DO SESC - 2006, SARAU DA GUIOMAR - 2008 e mais recentemente em 2013, com o SARAU DE CHICO).

Oficina Comunicação - Onde acontecem as apresentações?
Marcelo José - Já realizamos apresentações para um público estimado de 2 mil pessoas. Estudantes, educadores, pais e responsáveis são - em grande maioria - os expectadores do SARAU DE CHICO. Universidades, feiras literárias e formações para professores serviram, até aqui, de espaço para as performances de nosso grupo.

Oficina Comunicação - Quantas pessoas participam?
Marcelo José - No SARAU a participação se deu até agora por adesão. E a ideia é essa. Não cabe imposição à leitura. É, portanto, o que temos buscado instituir: estimulando o 'paladar' dos nossos estudantes para um letramento literário que proporcione alegria, prazer e, a reboque disto, reflexão. Hoje, alguns dos nossos integrantes já não estão mais na escola. Concluíram o Ensino Médio. Mas asseguro que o SARAU serviu de academia ao exercício de, diretamente 50 jovens muito talentosos, que do teclado ao violão, do pandeiro ao violino, do clarinete ao saxofone intuíram em nossa comunidade escolar o gosto pela poesia de Chico.

Oficina Comunicação - Como foi a receptividade do projeto?
Marcelo José - Em tempos de canções cujo enredo é "vou dá-lhe de cano de ferro" e "rapariga é você", apresentar a poesia de CHICO BUARQUE pode parecer insulto. E num primeiro momento até pareceu. Teve quem, em nome de um ecletismo sem sentido, olhasse para o projeto com olhar de soslaio. Talvez continue a olhar. É legítimo e democrático que tenha liberdade para assim se comportar. Mas é tarefa do educador abrir caminhos diversos do lugar comum, sobretudo e em especial aqueles profissionais que têm como encargo a tarefa de estimular a leitura de textos e o compromisso de fazer com que estudantes consigam interpretar o mundo. É fundamentado, pois, na TEORIA DA RECEPÇÃO de Wolfgang Iser e Hans Robert Jauss - estudiosos que analisam a interação entre o texto literário e o leitor, que a proposta de formação encampada pelo SARAU DE CHICO se propõe.

Oficina Comunicação - Ele é apresentado apenas em Bezerros?
Marcelo José - Não. É uma atividade formativa que se pretende como ação itinerante. A minha ideia é a de levar esta proposta para o maior número de pessoas. Atualmente, estamos envolvidos em uma proposta que possibilite conexões entre o nosso calendário de ações e a programação de outros núcleos. A novidade é que os nossos estudantes, em particular os egressos e que já alcançaram a maioridade, possam interagir com estudantes e pesquisadores de outros estabelecimentos de ensino. Como atuo, também, no Ensino Superior e integro a equipe que coordena o Núcleo de Estudos de Gênero e Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Faculdade Escritor Osman Lins (Facol), em Vitória de Santo Antão, tenho em mente consolidar o intercâmbio e a troca de experiências com êxito. Suponho que será enriquecedor e que a nossa sociedade civil terá à sua disposição atividades que promovam a valorização e o respeito para com todos.

Oficina Comunicação - Você é o coordenador do projeto?
Marcelo José - Sim. Na verdade, se este é o nome, diria que sim. Represento a comunidade escolar, através do NEGRa (Núcleo de Estudos de Gênero e Raça da EREM Bezerros) nas formações realizadas no âmbito da Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco. Em parceria com educandos e educadores, buscamos a materialização das teorias - nesses encontros - fomentadas. Quanto ao SARAU DE CHICO, por ser objeto meu de estudo já há alguns anos, coloquei-o em pauta e fizemos dele nossa primeira ação do núcleo, em nossa escola. Mas para isso acontecer, foi necessário - além de toda energia dos mais de 50 estudantes diretamente envolvidos - a colaboração de nossa valorosa equipe de professores, com destaque especial para Adalberto Monteiro, Antônio Simões, Raimundo Silvano, Josemeri Gomes, Rosimere Lima, Missimere Carvalho, Dalka Carvalho, Débora Bruce, Djair Batista - entre outros. É preciso evidenciar, aqui, também, o apoio da equipe gestora, por intermédio das professoras Êda Cabral e Aparecida Xavier.

Oficina Comunicação - O projeto é voltado apenas para o público feminino?
Marcelo José - Nosso objetivo é contribuir para a prática de condutas sociais que enfrentem a discriminação, a violência, o preconceito. Deste modo, é uma escolha que não permite nem cabe segregar por gênero.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Em rede social, levei ao gov. Eduardo a minha impressão sobre a Educação em PE


Subscrevo-me, governador.

E aproveitando o tema, quero registrar que o nosso sistema público tem avançado.

Olhando pelo retrovisor, vemos que de lá para cá conquistas importantes se efetivaram. 

Exemplos: expansão do ensino médio em tempo integral; fardamento e material didático; o intercâmbio (Ganhe o Mundo); a gradativa informatização de registros e escrituração - através do Siepe; alimentação escolar e escolha de gestores através de seleção (Progepe). 

Alguns senões, porém, residem:

a) a expansão do ensino médio integral precisa manter uma performance satisfatória em todos os estabelecimentos de ensino (especialmente os periféricos), espera-se que as condições de trabalho, o material humano e a rede física adotem um padrão uniforme;

b) que o fardamento e o material didático estejam à disposição de educadores e educandos antes do início do ano letivo (é comum só chegarem no meio do ano);

c) que o intercâmbio para estudantes se torne uma condição obrigatória (vire Lei) para todos, e não somente para alguns... e que esta política acertada se estenda ao corpo docente (e não apenas aos de língua estrangeira);

d) desejamos encontrar no Siepe um sistema estável e que traga consigo tablets conectados à internet que possibilitem o mínimo: pesquisa, registro de aula e frequência e realização de apontamentos;

e) que a alimentação escolar seja palatável, saborosa (acho que não é pedir muito! Temos sido testemunhas do desperdício diário desses alimentos, justamente porque muitas vezes não são feitos com o carinho e o esmero que todos nós esperamos). Alimentação escolar que não desperta o paladar é dinheiro público jogado pelo ralo. Que tal investir mais em qualidade e economizar mais ao evitar o desperdício?

f) Por fim, nossos gestores escolares precisam de um 'up-grade' na gratificação. R$ 1.260,00 (para as escolas de referência e de grande porte) é muito pouco para o tamanho da responsabilidade que esses profissionais assumem. Na esmagadora maioria não têm nem o apoio técnico e de pessoal de que precisam para darem conta de todas as demandas inerentes à função (aquele tão propalado modelo de governança precisa sair do papel, governador!). A maioria dos gestores se vê angustiada. E profissional inseguro é coisa muito danosa para qualquer empresa, porque acaba levando essa insegurança para os demais profissionais - criando um clima de desarmonia. É preciso que esses profissionais se sintam seguros e percebam que podem contar com o apoio da Secretaria de Educação e das GREs (esses dois órgãos precisam de renovação em seus quadros. Não de aparelhamento. Não do nepotismo. Não do compadrio. Não de chefes e caudilhos a usar a máquina pública para promover perseguições. Não, em certos casos, de inválidos a aguardar a aposentadoria).

Gestores felizes é uma maravilha, governador! Aí o senhor tira deles a desculpa de que não podem replicar o mesmo tipo de tratamento a educandos e educadores. E os educadores, por sua vez, já não poderão mais adotar aquele velho e rabugento discurso - repleto de infelicidade permanente.

Sempre à disposição!

domingo, 22 de dezembro de 2013

Geni e o Zepelim, SARAU DE CHICO. Uma lição, sobretudo, de RESPEITO


Dia desses alguém me interpelou em um dos corredores da escola, dizendo-se estar em estado de choque com as apresentações do SARAU DE CHICO, o nosso SARAU DA EREM BEZERROS.

Ao contrário do que se pudesse supor, eu fiquei feliz com aquilo. Ri por dentro um riso minúsculo e contido e cheguei à conclusão de que o SARAU DE CHICO cumpriu o seu propósito: CAUSAR ESTRANHAMENTO.

O projeto que fundamenta suas bases na TEORIA DA RECEPÇÃO de Wolfgang Iser e Hans Robert Jauss, tem como finalidade - mesmo - analisar, auscultar e perceber como se comportam leitores diante de textos que fogem ao lugar comum.

E só acordando o preconceito encrustado em nossos gestos previsíveis, é que daremos um passo à frente no combate à discriminação silenciosa, ao 'bullying' velado, a 'panelinha' que determina o que é CERTO e o que é ERRADO.

Odeio essas CERTEZAS. Gosto mesmo é da DÚVIDA que inquieta e nos leva a REFLETIR, empurra-nos para CONHECER o que lá longe se difusa, se espalha, se mistura - e que a miopia dos falsos moralistas não consegue discernir.

O SARAU DE CHICO é isso. É esse fato pretensioso, que estudantes de uma escola pública - irmanados num só propósito - o de encaminhar-nos para refletir sobre IGUALDADE, JUSTIÇA, DEMOCRACIA, DIREITO (palavras afáveis, mas tão incomuns - na prática). 

Em GENI E O ZEPELIM, o SARAU DE CHICO - a despeito de toda a teoria, apesar de todo o blablablá escorreito do ISER e do JAUSS - quer mesmo é viver com cada leitor, cada interlocutor, cada espectador, cada plateia... a sensação de RESPEITAR e de ser RESPEITADO.

Porque em algum momento na vida fomos, e se não fomos... seremos a tal GENI. Ainda que estejamos hoje assumindo o papel vil e grotesco do COMANDANTE ou da CIDADE APAVORADA. 'C'est la vie!'

Todos de PARABÉNS!